quinta-feira, junho 4, 2026

Manifestantes ocupam ruas de dezenas de cidades dos EUA em protestos contra o ICE e Trump após mortes de civis, prisões de jornalistas e investigação do DOJ

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Protestos contra o ICE e Trump se espalham do estado de Washington à Nova Inglaterra, com comércios fechando, estudantes nas ruas e forte repúdio às operações federais

Milhares de pessoas foram às ruas de diversas cidades dos Estados Unidos nesta sexta-feira, para denunciar as operações do ICE e as políticas do presidente Donald Trump. As mobilizações ganharam dimensão nacional, com atos do extremo oeste ao nordeste do país.

Os protestos ocorreram apesar do frio intenso, com registros próximos a -17°C em algumas regiões, e contaram com presença significativa de policiais mascarados, segundo relatos das manifestações.

As manifestações ganharam novo impulso após as mortes dos civis Renee Good e Alex Pretti, e envolveram fechamento de lojas, saída de estudantes das escolas e confrontos com agentes federais, conforme informação divulgada pelo g1.

Onde houve protestos e como foram as ruas

Grandes atos foram reportados em cidades como Minneapolis, Los Angeles, Houston, Nova York, Atlanta, Portland e Detroit. Em várias localidades, comércios e restaurantes fecharam as portas em solidariedade aos manifestantes.

Estudantes abandonaram as aulas para se juntar às marchas, e em alguns lugares, como no Arizona, escolas chegaram a cancelar o dia letivo em antecipação à ausência em massa.

O que motivou a onda de protestos

A indignação tem foco nas mortes de civis durante operações do ICE. Renee Good, mãe de 37 anos, foi morta em 7 de janeiro por um agente do ICE, e Alex Pretti, enfermeiro, foi atingido por dez tiros por agentes do ICE em 24 de janeiro.

O caso de Alex Pretti ganhou ainda mais repercussão porque o presidente Donald Trump rotulou o homem como “encrenqueiro” em sua plataforma, e vídeos anteriores mostraram confronto entre agentes e Pretti dias antes de sua morte.

Reações políticas e prisões relacionadas à cobertura

A cobertura e as prisões de jornalistas também alimentaram as críticas. A procuradora-geral Pam Bondi, no X, se vangloriou de ter supervisionado “pessoalmente” a prisão do ex-âncora da CNN Don Lemon, que foi detido no contexto das manifestações em Minnesota.

Além de Lemon, outras pessoas, inclusive um jornalista freelancer, foram presas e depois liberadas, segundo a imprensa americana. Don Lemon declarou, “Não vou parar agora”, e acrescentou, “Nunca foi tão importante ter uma mídia livre e independente que traga a verdade à tona e responsabilize os poderosos.”

Resposta do governo, investigações e desdobramentos

O Departamento de Justiça dos EUA afirmou ter aberto uma nova investigação sobre a morte de Alex Pretti, focando na violação de seus direitos fundamentais, e descreveu o procedimento como “padrão”.

Por sua vez, o presidente Trump afirmou que os manifestantes eram “insurgentes” e “agitadores financiados por rebeldes profissionais”, e por meio de seu emissário Tom Homan indicou que pretende prosseguir com a política de deportação em massa, segundo declarações divulgadas.

Em Minneapolis, a reação popular incluiu manifestações culturais, com o cantor Bruce Springsteen subindo ao palco para homenagear as vítimas, com uma canção composta após a morte de Alex Pretti.

Organizações de defesa da liberdade de imprensa, como o Comitê para a Proteção dos Jornalistas, condenaram as detenções, classificando-as como ataque à imprensa, e líderes políticos reagiram com críticas ácidas, vinculando os episódios a riscos ao debate democrático.

Os protestos permanecem em curso e devem influenciar o debate sobre as práticas do ICE, as operações federais e a cobertura jornalística, com possíveis novas investigações e ações judiciais nos próximos dias.

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