María Corina Machado: A Oculta Missão Secreta Para Receber o Nobel da Paz na Noruega, Revelada Pela “Operação Dinamite Dourada”

A audaciosa fuga de María Corina Machado da Venezuela para a Noruega: A história secreta por trás da “Operação Dinamite Dourada”.

A líder da oposição venezuelana e recém-laureada com o Prêmio Nobel da Paz, María Corina Machado, protagonizou uma impressionante e secreta operação para deixar a Venezuela e comparecer à cerimônia de entrega do prêmio em Oslo, na Noruega. A missão, batizada de “Operação Dinamite Dourada”, envolveu disfarces, dois barcos em condições climáticas adversas e um voo, conforme revelado pelo fundador da organização responsável pela evacuação.

A jornada foi descrita como longa, fria e úmida, mas a própria Machado, segundo relatos, não demonstrou qualquer queixa, mostrando grande resiliência diante dos riscos. A operação foi conduzida pela Fundação Grey Bull Rescue, especializada em resgates em zonas de conflito e desastre, com o objetivo de garantir a segurança da opositora.

Um representante da equipe de Machado confirmou à CBS News, parceira da BBC nos Estados Unidos, que a organização estava por trás da sua saída do país. A fundação já vinha estabelecendo sua presença na região do Caribe, incluindo Venezuela e Aruba, há meses, preparando-se para possíveis missões de evacuação.

O plano audacioso: Mar agitado e escuridão total

Bryan Stern, veterano das forças especiais americanas e fundador da Grey Bull, detalhou à BBC a complexidade da operação. O mar estava “muito agitado” e a viagem ocorreu em “completa escuridão”, com o uso de lanternas para comunicação. Stern descreveu o cenário como “muito medo, muita coisa pode sair errado”, ressaltando os perigos inerentes à missão.

Apesar das adversidades, María Corina Machado chegou a Oslo pouco antes da meia-noite de quarta-feira (10), em segurança. Ela estava escondida em seu país desde as controversas eleições do ano passado e não aparecia em público desde janeiro, sem ver seus filhos adultos há dois anos, que a aguardavam em Oslo.

“Operação Dinamite Dourada”: O nome e a estratégia

O nome da operação, “Operação Dinamite Dourada”, foi escolhido em alusão a Alfred Nobel, inventor da dinamite e patrono do prêmio que Machado foi receber. A fundação vinha construindo infraestruturas em território venezuelano para facilitar a retirada de pessoas, incluindo americanos e aliados, em caso de um conflito.

Stern explicou que a infraestrutura foi projetada para a “segunda pessoa mais popular do maldito país, com um alvo nas costas”. A equipe de Machado entrou em contato com a Grey Bull no início de dezembro, sendo esta a segunda tentativa de retirada, pois um plano anterior não havia sido bem-sucedido.

Detalhes da fuga: Terra, mar e céu em sigilo

A estratégia envolveu o transporte de Machado por terra até um ponto de encontro, onde uma pequena embarcação a levou para o litoral. Lá, um barco maior a aguardava para o encontro com Stern. A viagem marítima foi marcada por ondas de até três metros e “total escuridão”.

Medidas rigorosas foram tomadas para ocultar a identidade de Machado, incluindo a proteção de seu perfil digital, dada sua notoriedade. Stern enfatizou a “ameaça biométrica” e as precauções para evitar sua localização por celular. O comportamento de Machado durante a perigosa travessia foi descrito como “impressionante”, mesmo estando “gelada e ensopada”.

Financiamento e conselhos para o futuro

Stern garantiu que a operação não foi financiada pelo governo americano, mas sim por doadores. Ele também mencionou ter coordenado a operação com serviços diplomáticos e de inteligência de diversos países, incluindo um alerta “informal” aos Estados Unidos. A Marinha dos EUA havia deslocado uma força naval para o Caribe, de onde atacou embarcações suspeitas de transportar drogas da Venezuela.

Apesar de seu desejo de retornar à Venezuela, Stern aconselhou Machado a não fazê-lo imediatamente, argumentando que ela é uma figura essencial e “mãe”. Contudo, ele reconhece a forte ligação dela com seu povo e a possibilidade de seu retorno.