quinta-feira, junho 4, 2026

Mercado de trabalho aquecido dá mais poder de negociação ao trabalhador, reduz desequilíbrio com empregador e eleva salários e benefícios em 2025

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Com a escassez de mão de obra, o trabalhador ganha poder de escolha e consegue negociar salário, jornada e benefícios, pressionando empresas a melhorar ofertas em 2025

O cenário de emprego no Brasil mudou e tem impacto direto na relação entre empresas e trabalhadores.

Com mais vagas e menos desemprego, candidatos passam a disputar posições com maior capacidade de exigir melhores condições.

Essas mudanças no poder de negociação dos trabalhadores foram destacadas em entrevista por especialistas, conforme informação divulgada pelo g1

Por que o mercado de trabalho aquecido altera a relação entre empregado e empregador

Segundo Rodolpho Tobler, mestre em economia e finanças pela FGV e coordenador das Sondagens Empresariais e de Indicadores de Mercado de Trabalho do FGV IBRE, “Quando a gente chega nesse momento de um mercado de trabalho mais aquecido, quem ganha poder de barganha é o próprio trabalhador”, argumento que explica a maior capacidade de negociação observada hoje.

Tobler ressalta que a escassez de mão de obra faz os empregadores ampliar ofertas, incluindo não só maior remuneração, mas também mudanças em carga horária e benefícios, para atrair e reter profissionais.

Como isso se reflete em salários, benefícios e escolha do trabalhador

O economista observa, “Então, se ele trabalha em um determinado local e abre uma vaga, da mesma vaga, da mesma atuação, numa empresa vizinha, vamos dizer assim, ele pode negociar um salário mais alto, ele pode negociar mais benefícios. Então, isso faz com que o trabalhador tenha um poder de escolha maior.”

Setores com escalas salariais mais altas sentiram esse movimento de forma intensa, com ajustes em ofertas iniciais e pacotes de benefícios.

Dados e sinais do mercado em 2025

Os indicadores confirmam a tendência: “IBGE: Taxa média de desemprego fica em 5,6% em 2025, o menor patamar desde o início da série histórica”.

Além disso, há números do ministério, “MINISTÉRIO DO TRABALHO: Brasil registra criação de 1,27 milhão de novos empregos formais em 2025”, o que reforça a pressão por mão de obra e a necessidade de as empresas melhorarem suas propostas.

Setores e exemplos práticos

Como exemplo prático, Tobler aponta que “A gente vê alguns dos setores que têm essas escalas mais elevadas, como a gente pode citar aqui, por exemplo, o setor do supermercado, foi um dos que mais subiu o salário de admissão nesse ano de 2025.”

Além do supermercado, segmentos com alta rotatividade e necessidade de pessoal operacional têm oferecido bonificações, jornadas flexíveis e outros benefícios para competir por trabalhadores.

Na prática, a combinação de menor desemprego e maior criação de vagas faz com que o mercado de trabalho aquecido reduza o desequilíbrio entre empregado e empregador, dando ao trabalhador mais alternativas e capacidade de negociação.

O resultado esperado é uma melhora gradual nas condições de trabalho, com empresas repensando pacotes de remuneração e benefícios para manter equipes, ao mesmo tempo em que os profissionais conseguem maior poder de escolha.

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