Empresas oferecem mais benefícios e flexibilidade para atrair e reter trabalhadores, enquanto desemprego cai para 5,6% e criação de vagas formais soma 1,27 milhão em 2025
Com o mercado de trabalho mais aquecido, empresas estão reformulando ofertas de emprego, ampliando benefícios, oferecendo bônus e mudando jornadas de trabalho para preencher vagas abertas.
Do lado dos trabalhadores, a decisão de aceitar ou deixar um emprego tem deixado de ser guiada apenas pelo salário, porque a palavra-chave passou a ser flexibilidade, alimentada pelo crescimento do trabalho por conta própria e dos aplicativos.
A entrevista conduzida por Natuza Nery com Rodolpho Tobler, mestre em economia e finanças pela FGV e coordenador das Sondagens Empresariais e de Indicadores de Mercado de Trabalho do FGV IBRE, explica por que houve um aumento no equilíbrio de forças entre empregado e empregador, e avalia os impactos macroeconômicos desse cenário, conforme informação divulgada pelo g1.
Por que as empresas estão mudando as ofertas
Em diversos setores, a falta de mão de obra levou empregadores a oferecer pacotes além do salário, como planos de saúde mais amplos, bônus de contratação e horários flexíveis, para atrair e reter pessoal.
O movimento responde a um contexto de baixo desemprego, e os dados oficiais mostram a dimensão dessa pressão sobre o mercado, com a Taxa média de desemprego fica em 5,6% em 2025, o menor patamar desde o início da série histórica, conforme levantamento citado pelo g1.
O valor da flexibilidade para os trabalhadores
Para muitos profissionais, a flexibilidade passou a valer tanto quanto o salário, porque permite conciliar vida pessoal, demandas de qualificação e alternativas de renda, como trabalhos por aplicativo.
Esse novo equilíbrio dá mais poder de barganha ao trabalhador, ao mesmo tempo em que obriga empresas a repensarem funções, jornadas e benefícios para manter equipes motivadas e reduzir rotatividade.
Impactos macroeconômicos e números recentes
O choque na oferta de trabalho tem efeitos além das vagas preenchidas, porque influencia políticas salariais, custos das empresas e indicadores de inflação e produtividade, segundo avaliação feita por especialistas ouvidos no programa.
Além disso, dados oficiais citados no episódio apontam que o MINISTÉRIO DO TRABALHO: Brasil registra criação de 1,27 milhão de novos empregos formais em 2025, um sinal de que a recuperação do mercado segue robusta.
O episódio do podcast também traz informações sobre a audiência da série, com a nota de que O Assunto soma mais de 168 milhões de downloads em todas as plataformas de áudio, e que no YouTube, o podcast diário do g1 soma mais de 14,2 milhões de visualizações, contextualizando a repercussão do tema.
O que vem a seguir
Empresas e trabalhadores devem continuar ajustando expectativas, com ofertas de emprego cada vez mais centradas em flexibilidade e benefícios, enquanto economistas e gestores acompanham os efeitos dessas mudanças nos salários e na economia em geral.
As decisões de gestores e formuladores de políticas serão observadas de perto, porque o equilíbrio entre oferta e demanda de trabalho tem impacto direto em investimentos, consumo e estabilidade macroeconômica.