Meta compra Manus e deve operar o serviço, integrando o agente autônomo a produtos para consumidores e empresas, enquanto a Manus afirma superar desempenho de rivais
A Meta anunciou a aquisição da Manus, startup de inteligência artificial fundada na China, com sede atual em Singapura, em um movimento que amplia sua aposta em agentes de IA autônomos.
A Manus viralizou no início deste ano no X, após lançar o que alegou ser o primeiro agente de IA geral do mundo, capaz de tomar decisões e executar tarefas de forma autônoma com muito menos instruções necessárias do que os chatbots de IA como o ChatGPT e o DeepSeek.
Meses depois, a empresa mudou sua sede para Cingapura, juntando-se a uma onda de outras empresas chinesas que fizeram o mesmo para reduzir os riscos decorrentes das tensões entre os Estados Unidos e a China.
conforme informação divulgada pela Reuters.
Como a Manus ganhou fama e o que oferece
A Manus chamou atenção por prometer um agente de IA geral que executa tarefas com maior autonomia, o que gerou comparações com outras promessas do setor e cobertura da mídia chinesa. A repercussão nas redes levou especialistas a debater a viabilidade prática do sistema.
A Manus, cujos produtos não estão disponíveis na China, afirma que o desempenho de seu agente de IA supera o do DeepResearch da OpenAI, segundo documentos e declarações divulgadas pela empresa.
Por que a mudança para Cingapura importa
A mudança da sede para Cingapura é parte de um movimento maior entre startups chinesas de tecnologia, que buscam reduzir riscos regulatórios e comerciais associados às tensões entre os Estados Unidos e a China.
Estabelecer operações fora da China também facilita parcerias globais e a oferta de produtos em mercados onde regras sobre dados e segurança são diferentes, segundo analistas do setor.
O acordo com a Meta e avaliação da Manus
A Meta operará e venderá o serviço Manus e o integrará em seus produtos para consumidores e empresas, inclusive no Meta AI, informou a empresa.
Os termos financeiros do acordo não foram divulgados, mas uma fonte com conhecimento direto do assunto disse que o negócio avalia a empresa entre US$ 2 bilhões e US$ 3 bilhões.
Impacto para o mercado de inteligência artificial
A aquisição reforça a corrida por agentes de IA, tecnologia vista por empresas como capaz de automatizar fluxos de trabalho complexos e oferecer vantagem competitiva. Gigantes da tecnologia têm aumentado investimentos em IA por meio de aquisições estratégicas e contratações de talentos.
Com a compra, a Meta busca reforçar seu portfólio em IA generativa e agentes autônomos, e o mercado agora observa como a integração e a colaboração com parceiros, como a Alibaba, citada pela Manus, serão conduzidas.
O movimento também reacende o debate sobre controle, segurança e regulação de agentes de IA mais independentes, tema que deve ganhar força conforme produtos como o da Manus forem distribuídos em larga escala.