quinta-feira, junho 4, 2026

Meta compra Manus, startup que viralizou no X com alegado primeiro agente de IA geral, integrará tecnologia ao Meta AI, negócio pode valer entre US$ 2 bilhões e US$ 3 bilhões

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Operação dará à Meta a operação e venda do serviço Manus, integração do agente de IA em produtos para consumidores e empresas, e reforçará aposta em agentes autônomos

A Meta anunciou a compra da Manus, startup de inteligência artificial que ganhou destaque no início do ano por sua abordagem a agentes autônomos.

A Manus foi fundada na China, mudou sua sede para Cingapura, e viralizou no X após lançar o que alegou ser o primeiro agente de IA geral do mundo, capaz de tomar decisões e executar tarefas com menos instruções, segundo relatos.

A empresa afirmou ainda que seu agente supera o desempenho do DeepResearch da OpenAI, e mantém parceria estratégica com a Alibaba, pontos centrais da negociação com a Meta, conforme informação divulgada pela Reuters.

O que é a Manus e por que ela chamou atenção

A Manus surgiu originalmente na China, mas hoje tem sede em Cingapura, e passou a ser vista como um fenômeno após um lançamento que provocou grande repercussão online.

Na ocasião, a empresa alegou ter criado o “primeiro agente de IA geral do mundo”, um sistema que, de acordo com a própria Manus, consegue tomar decisões e executar tarefas de forma autônoma com muito menos instruções do que chatbots tradicionais, e por isso viralizou no X e recebeu atenção da televisão estatal chinesa.

A Manus, cujos produtos não estão disponíveis na China, afirma que o desempenho de seu agente de IA supera o do DeepResearch da OpenAI, segundo as informações divulgadas.

Mudança para Cingapura e parceria com a Alibaba

Meses depois do lançamento que chamou atenção, a Manus mudou sua sede para Cingapura, seguindo uma onda de empresas chinesas que adotaram a mesma estratégia para reduzir riscos em meio às tensões entre Estados Unidos e China.

A empresa também firmou uma parceria estratégica com a Alibaba para colaborar em modelos de IA, um movimento que aumentou o interesse de grandes players globais, incluindo a Meta.

Termos do acordo, valor e o papel da Meta

A Meta informou que irá operar e vender o serviço Manus e integrá-lo em suas ofertas para consumidores e empresas, inclusive no Meta AI, ampliando sua aposta em agentes de IA autônomos.

Os termos financeiros não foram divulgados oficialmente, mas, segundo uma fonte com conhecimento direto do assunto, o negócio avalia a empresa entre US$ 2 bilhões e US$ 3 bilhões.

A Manus não respondeu imediatamente a pedidos de comentário, e o acordo ilustra como gigantes de tecnologia têm aumentado aquisições e investimentos em IA para enfrentar a concorrência do setor.

Implicações, competição e riscos

A compra da Manus pela Meta fortalece a corrida por agentes de IA, tecnologias que muitas empresas consideram apostas estratégicas, e que podem mudar a forma como tarefas complexas são automatizadas.

Analistas apontam que controlar plataformas de agentes autônomos traz vantagem competitiva relevante, e a movimentação de sedes e parcerias internacionais reflete também preocupações geopolíticas e regulatórias.

No mercado, temas como desempenho técnico, disponibilidade geográfica e acordos comerciais vão determinar se e como soluções como a Manus serão adotadas em larga escala, e qual será o impacto para usuários e empresas.

Agentes de IA são aposta de empresas, e quem domina pode ganhar até R$ 20 mil, frase que tem circulado em análises sobre o tema, ilustra a expectativa sobre valor econômico e oportunidades geradas por essas tecnologias.

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