Ministro da Defesa de Israel afirma que chefe do Hezbollah é ‘alvo para eliminação’ após ataques com drones e foguetes, e militares dizem que ‘todas as opções’ permanecem
Declaração ocorre após ofensiva do Hezbollah em retaliação à morte do aiatolá Ali Khamenei, com Israel reforçando presença na fronteira e dizendo que não aceitará nova ameaça
O chefe do Hezbollah lançou, segundo o próprio grupo, ataques com drones e foguetes contra o norte de Israel em retaliação à morte do líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, ocorrida no sábado, 28.
Em resposta, o governo israelense endureceu o discurso, com o Ministro da Defesa afirmando que o líder do grupo libanês passou a ser considerado um alvo para eliminação, e o Exército reiterando que agirá para impedir que o Hezbollah represente ameaça ao Estado de Israel.
As informações sobre os ataques, as interceptações e as declarações oficiais foram divulgadas pela imprensa nacional, conforme informação divulgada pelo g1.
O que disse o governo e os militares
Questionado sobre a possibilidade de uma invasão terrestre do Líbano, um porta-voz militar afirmou que “todas as opções estão sobre a mesa“, sem detalhar prazos ou operações específicas.
Outro porta-voz declarou, sobre movimentações na fronteira, que “Expandimos nossa presença do nosso lado da fronteira, não dentro do Líbano”, indicando aumentos de tropas e prontidão defensiva sem incursões no território libanês.
Em nota citada pela imprensa, as Forças de Defesa de Israel dissera que “irão operar contra a decisão do Hezbollah de se juntar à campanha e não permitirão que a organização constitua uma ameaça ao Estado de Israel“, sinalizando ações direcionadas a enfraquecer capacidades do grupo.
Os ataques do Hezbollah e os alvos atingidos
O Hezbollah confirmou ter lançado ataques com drones e foguetes em retaliação ao assassinato de Khamenei, e também afirmou que a ação foi resposta a bombardeios israelenses no sul do Líbano.
Segundo autoridades israelenses, muitos projéteis foram interceptados ou atingiram áreas desabitadas, e ataques em Beirute atingiram instalações do Hezbollah.
Fontes de segurança libanesas informaram que Israel atingiu subúrbios do sul de Beirute, região que é reduto do grupo, aumentando a tensão na capital libanesa.
Risco de escalada e contexto do cessar-fogo
Israel e o Líbano firmaram um cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos em 2024, que pôs fim a mais de um ano de combates intensos. Desde então, os lados trocam acusações sobre violações do acordo.
Autoridades libanesas também reagiram internamente, com o Ministro da Justiça ordenando a prisão dos responsáveis pelo lançamento de foguetes contra Israel, conforme reportagens locais.
O chefe do Exército israelense avisou que os combates no Líbano podem durar “muitos” dias, o que mantém sob alerta a região e aumenta o risco de nova escalada entre Israel, Hezbollah e aliados do Irã.
O que vem a seguir
Com a retórica mais dura e a mobilização militar ao longo da fronteira, analistas apontam que o momento é de vigilância, com Israel mantendo a opção de ações mais amplas caso considere necessário.
Enquanto isso, civis de ambos os lados enfrentam o temor de novas hostilidades, e a comunidade internacional observa sinais de contenção e pressões diplomáticas para evitar expansão do conflito.