quinta-feira, junho 4, 2026

Ministro da Defesa de Israel diz que chefe do Hezbollah libanês agora é alvo prioritário, enquanto ataques entre Israel e Líbano deixam 31 mortos e 149 feridos

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Ministro da Defesa chama atenção para o chefe do Hezbollah, e advertência precede ataques em Beirute, retaliação do grupo e risco de escalada com opções militares abertas

Caças de Israel realizaram ataques contra o território do Líbano, incluindo alvos na capital, Beirute, após disparos do grupo extremista Hezbollah contra seu território.

Esses confrontos deixaram consequências imediatas, com impacto em áreas urbanas e militares, e elevaram o risco de uma nova fase de combates na fronteira norte de Israel.

Pelo menos 31 pessoas morreram e outras 149 ficaram feridas, segundo relatos das operações e dos primeiros levantamentos sobre os ataques e as retaliações, conforme informação divulgada pelo g1.

A escalada dos ataques e as vítimas

O Hezbollah, grupo extremista xiita libanês que é aliado do regime iraniano, confirmou ter lançado ataques de drones e foguetes contra o norte de Israel em retaliação à morte do líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, ocorrida no sábado, e também disse que reagiu a bombardeios israelenses no sul do Líbano.

Segundo Israel, os ataques foram interceptados ou atingiram regiões desabitadas, e Tel Aviv afirma que os ataques em Beirute tiveram instalações do Hezbollah como alvo.

Declarações oficiais e citações diretas

Questionado se Israel está considerando uma invasão terrestre do Líbano, um porta-voz militar disse que “todas as opções estão sobre a mesa”, indicando que o governo mantém alternativas abertas para uma possível resposta ampliada.

As Forças de Defesa de Israel publicaram que “As Forças de Defesa de Israel (IDF) irão operar contra a decisão do Hezbollah de se juntar à campanha e não permitirão que a organização constitua uma ameaça ao Estado de Israel”, em linguagem que sinaliza ação direta contra instalações e liderança do grupo.

Posição do Hezbollah e medidas no Líbano

O Hezbollah afirmou que seu ataque foi em resposta ao assassinato de Khamenei e às contínuas violações israelenses contra o Líbano, declarando, em comunicado, que “A liderança da resistência sempre enfatizou que a continuidade dos ataques israelenses e o assassinato de nossos líderes, jovens e povo nos dão o direito de nos defendermos e respondermos no momento e local apropriados”.

Em paralelo, o Ministro da Justiça do Líbano ordenou a prisão dos responsáveis pelo lançamento de foguetes contra Israel, e fontes de segurança libanesas disseram que Israel havia atingido os subúrbios do sul de Beirute, área considerada reduto do Hezbollah.

Contexto, cessar-fogo e prognóstico militar

Israel e Líbano haviam concordado com um cessar-fogo mediado pelos EUA em 2024, pondo fim a mais de um ano de combates, mas desde então os lados têm trocado acusações sobre violações, contribuindo para a fragilidade do acordo.

A presidência do Líbano disse que foi informada pelo embaixador dos EUA de que Israel não intensificaria o conflito contra o Líbano, desde que não haja atos hostis por parte do Líbano, mas o ambiente permanece volátil.

O chefe do exército israelense afirmou que os combates no Líbano podem durar “muitos” dias, apontando para uma situação que pode se estender e exigir monitoramento internacional e diplomático nas próximas horas e dias.

O cenário mostra um risco real de escalada, com declarações duras de ambos os lados, operações aéreas em áreas urbanas e a possibilidade de novas ações militares, enquanto a população civil enfrenta as consequências imediatas dos confrontos.

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