Ministro francês convoca reunião dos ministros das Finanças do G7 para debater comércio, soberania e respostas à ameaça de tarifas de Trump sobre a Groenlândia, G7 Groenlândia

Lescure anuncia encontro dos titulares das Finanças do G7 nos próximos dias para tratar comércio, retaliações e segurança no Ártico, e afirma que chantagem entre aliados é inaceitável, G7 Groenlândia

O ministro das Finanças da França, Roland Lescure, disse que vai convocar uma reunião com seus pares do G7 para debater comércio e soberania nos próximos dias.

A decisão ocorre após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçar impor tarifas até que os EUA fossem autorizados a comprar a Groenlândia, escalando uma crise diplomática com a Dinamarca e a própria ilha.

As declarações do ministro francês e a convocação do encontro foram relatadas à imprensa, conforme informação divulgada pelo g1

Reação francesa e objetivos da reunião

Segundo relatos, Lescure afirmou, em tom firme, que “Estamos totalmente solidários com a Groenlândia e com a Dinamarca“, e que “Chantagem entre amigos é obviamente inaceitável“.

O ministro pretende reunir os colegas do G7 para alinhar posições sobre medidas comerciais e discutir a necessidade de uma resposta coordenada, além de avaliar impactos sobre a soberania e segurança na região do Ártico.

Implicações comerciais e possibilidade de retaliação

A tensão teve repercussão imediata nas capitais europeias, que passaram a avaliar opções de retaliação, incluindo tarifas contra produtos dos EUA, medida que poderá ser debatida no encontro do G7.

Lescure também enfatizou que “a Europa precisa ter capacidade de agir de forma autônoma”, apontando para a busca de mecanismos que reduzam dependências e aumentem a coordenação econômica e estratégica entre aliados.

Contexto e próximos passos

A crise sobre a Groenlândia elevou preocupações sobre segurança no Ártico e relações entre aliados históricos, em um momento de sensível reconfiguração geopolítica.

Nos próximos dias, o encontro dos ministros das Finanças do G7 deverá definir agenda, possíveis respostas comerciais e formas de fortalecer a cooperação europeia e transatlântica diante do impasse.