Ministro francês convoca reunião dos Ministros das Finanças do G7 sobre comércio e soberania após ameaças de tarifas de Trump à Groenlândia, diz Lescure

Roland Lescure quer discutir retaliações comerciais, segurança no Ártico e autonomia estratégica da Europa, após escalada provocada por ameaça de tarifas dos EUA sobre a Groenlândia

O ministro das Finanças da França anunciou que convocará uma reunião com os colegas do G7 para debater comércio e soberania nos próximos dias.

A medida surge depois da ameaça do presidente dos Estados Unidos de aplicar tarifas adicionais, caso os EUA não obtivessem autorização para adquirir a Groenlândia.

Conforme informação divulgada pelo g1

Convocação e objetivos da reunião

Segundo o governo francês, a intenção é reunir os ministros das finanças do G7 para tratar de comércio, segurança no Ártico e da capacidade europeia de resposta, assuntos que ganharam urgência após a escalada diplomática.

O anúncio foi feito por Roland Lescure, ministro da Economia, Finanças e Soberania Industrial, Energética e Digital da França, em discurso na Assembleia Nacional, citado pela Reuters em 19/01/2026.

Lescure afirmou, citando suas palavras da declaração, “Estamos totalmente solidários com a Groenlândia e com a Dinamarca”, e que “Chantagem entre amigos é obviamente inaceitável”, palavras que refletem a tensão atual entre aliados, segundo a Reuters.

Reações europeias e risco de retaliações comerciais

A crise levou a debates sobre respostas comerciais conjuntas, com a União Europeia avaliando medidas de retaliação. Entre as opções citadas pela mídia está a possibilidade de tarifas como forma de pressão.

Em reportagens relacionadas, foi noticiado que a UE avalia retaliação de € 93 bilhões em tarifas contra os EUA, um número que demonstra a gravidade das consultas entre parceiros comerciais, conforme cobertura do g1.

Para o ministro francês, a situação mostra que a Europa precisa reforçar sua autonomia estratégica e capacidade de agir de forma coordenada em questões econômicas e de soberania.

Impacto geopolítico, segurança no Ártico e futuro da Groenlândia

A Groenlândia tem posição geoestratégica no Ártico, e a discussão sobre sua venda hipotética aos EUA reacendeu preocupações sobre segurança regional e interesses minerais e militares.

Países europeus anunciaram reforço de presença e vigilância no Ártico, enquanto Copenhague recebeu declarações de solidariedade de aliados, diante do que foi classificado como pressão diplomática.

O caso também reacende o debate sobre como equilibrar interesses comerciais com compromissos geopolíticos entre países aliados, e sobre até que ponto retaliações econômicas podem ser usadas em disputas desse tipo.

Próximos passos e o que esperar

A reunião convocada pelo ministro francês deve buscar linhas comuns entre as principais economias do G7, com foco em medidas práticas para evitar que atritos entre aliados escalem para conflitos comerciais de grande escala.

Especialistas em relações internacionais e comércio acompanham o desdobramento, que pode influenciar decisões sobre tarifas, cooperação no Ártico e a postura da Europa perante ações unilaterais dos Estados Unidos.

As declarações oficiais e a agenda detalhada da reunião ainda não foram divulgadas, e o governo francês sinalizou que novas informações serão comunicadas nos próximos dias.