Morte de Ali Khamenei, declaração de Trump em vídeo, ação conjunta de EUA e Israel, números oficiais de vítimas e risco de escalada no Oriente Médio em análise
Declaração do ex-presidente dos EUA, detalhes do ataque que matou o líder supremo iraniano e os reflexos políticos e humanitários na região, com números e reações
Ação militar conjunta atribuída aos Estados Unidos e a Israel resultou na morte de Ali Khamenei, líder supremo do Irã por quase quatro décadas.
O anúncio público mais chamativo veio do ex-presidente Donald Trump, que publicou uma mensagem contundente sobre o episódio e sobre objetivos futuros na região.
Os primeiros números oficiais divulgados pela imprensa iraniana, com base em informações da rede humanitária Crescente Vermelho, apontam para 201 mortos e 747 feridos, e relatos também citam vítimas em escolas e prédios civis, conforme informação divulgada pelo g1.
Declaração de Donald Trump na íntegra e tradução
Em publicação oficial, Trump escreveu texto em que comemora a morte de Khamenei e descreve a ação, alegando cooperação com Israel. Abaixo, o trecho divulgado por ele, traduzido e reproduzido na íntegra:
"Khamenei, uma das pessoas mais malignas da História, está morto. Isso não é apenas justiça para o povo do Irã, mas para todos os grandes americanos e para pessoas de muitos países ao redor do mundo que foram mortas ou mutiladas por Khamenei e seu bando de capangas sanguinários. Ele não conseguiu escapar de nossos sistemas de inteligência e de rastreamento altamente sofisticados e, trabalhando em estreita colaboração com Israel, não havia nada que ele, ou os outros líderes mortos junto com ele, pudessem fazer.
Este é o maior momento para o povo iraniano retomar o próprio país. Estamos ouvindo que muitos integrantes da Guarda Revolucionária (IRGC), das Forças Armadas e de outras forças de segurança e polícia já não querem lutar e estão buscando imunidade de nossa parte. Como eu disse ontem à noite, ‘Agora eles podem ter imunidade, depois, terão apenas a morte!’
Esperamos que a Guarda Revolucionária e a polícia se unam pacificamente aos patriotas iranianos e trabalhem juntos para devolver ao país a grandeza que merece. Esse processo deve começar em breve, já que não apenas Khamenei morreu, mas o país foi, em apenas um dia, amplamente destruído e até mesmo arrasado.
Os bombardeios intensos e precisos, no entanto, continuarão sem interrupção ao longo da semana ou pelo tempo que for necessário para alcançar nosso objetivo de PAZ EM TODO O ORIENTE MÉDIO E, DE FATO, NO MUNDO!"
Na publicação, Trump ainda afirmou que membros das forças iranianas poderiam obter imunidade se se rendessem, e que as operações prosseguiriam até alcançar o objetivo declarado de paz regional, segundo os trechos divulgados pelo g1.
Quem era Ali Khamenei e como chegou ao poder
Ali Khamenei nasceu em 1939 em Mashhad, no Irã, e foi uma figura central da república islâmica desde a revolução de 1979. Ele teve papel próximo ao aiatolá Ruhollah Khomeini e, após a morte de Khomeini em 1989, assumiu a chefia máxima do país.
Como líder supremo, Khamenei acumulou autoridade política e religiosa, podendo anular decisões presidenciais e demitir autoridades. Seu governo ficou marcado pela repressão de opositores, controle da imprensa e estabelecimento de uma política externa hostil a Estados Unidos e a Israel.
Ao longo das décadas, o Irã financiou e fortaleceu grupos como o Hezbollah, no Líbano, e manteve apoio a organizações na Faixa de Gaza, naquilo que analistas descrevem como guerra por procuração, com repercussões em atentados e confrontos na região.
O ataque conjunto, local dos impactos e balanço de vítimas
Fontes oficiais iranianas registraram explosões em Teerã e em outras cidades, e imagens de satélite mostraram grandes danos no complexo do líder supremo. As agências de notícias informaram que mísseis atingiram áreas próximas ao palácio presidencial e a instalações usadas por Khamenei, segundo reportagens citadas pelo g1.
O número de vítimas divulgado pela mídia iraniana, com base em dados da rede humanitária Crescente Vermelho, foi de 201 mortos e 747 feridos. Relatos locais apontaram ainda que 85 pessoas morreram em uma escola de meninas no sul do Irã, além de outras mortes em ginásios e prédios residenciais naquele dia.
Em retaliação, o Irã disparou mísseis contra Israel e atacou bases americanas no Oriente Médio. Autoridades americanas divulgaram que nenhum militar dos EUA ficou ferido na ação inicial, e que os danos a bases norte-americanas foram, segundo declarações oficiais, mínimos.
Reações regionais e riscos de escalada
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que a ofensiva matou comandantes da Guarda Revolucionária e outros oficiais ligados ao programa nuclear iraniano, e que "milhares de alvos" seriam atacados nos dias seguintes, conforme pronunciamento citado pela imprensa.
Netanyahu também pediu à população iraniana que se levante contra o regime, com a frase, traduzida, "Não percam a oportunidade, esta é uma oportunidade que surge uma vez por geração", e disse em inglês que "A ajuda chegou", em referência ao apoio dos Estados Unidos.
O fechamento do Estreito de Ormuz por motivos de segurança e relatos de ataques em países do Golfo e no Levante, incluindo danos em Abu Dhabi e em Dubai, evidenciam o risco de ampliação do conflito, com impactos econômicos e humanitários que podem se estender para além da região.
Analistas apontam que, além do custo imediato em vidas e infraestrutura, a morte do líder supremo e a sequência de ataques aumentam a incerteza política interna no Irã, com possibilidade de intensificação da repressão e de novos confrontos internacionais.
Este texto reuniu informações iniciais e cita números e declarações divulgados nas primeiras horas após os ataques, conforme informação divulgada pelo g1.