Morte de Ali Khamenei, Netanyahu diz ter indícios após ataque que destruiu complexo em Teerã, 201 mortos e 747 feridos segundo imprensa

Netanyahu afirma ter indícios da morte de Ali Khamenei após ataque que destruiu o complexo usado pelo líder supremo em Teerã, autoridades iranianas não confirmam e imagens revelam danos significativos

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou em pronunciamento em hebraico que o ataque atingiu o complexo usado por Ali Khamenei, e que há elementos que indicam que o líder supremo “não existe mais”.

Netanyahu também disse que a ofensiva matou comandantes da Guarda Revolucionária e altos funcionários ligados ao programa nuclear iraniano, e que “milhares de alvos” serão atacados nos próximos dias.

Até a última atualização, o governo iraniano não havia confirmado a morte de Khamenei, que não fez aparições públicas desde o ataque, e há relatos contraditórios sobre sua localização e condição, conforme informação divulgada pelo g1

O ataque e os danos

A ação deixou 201 mortos e 747 feridos, segundo a imprensa iraniana com base em informações da rede humanitária Crescente Vermelho. Explosões foram registradas na capital Teerã e em diversas outras cidades iranianas, e imagens de satélite mostraram danos significativos ao complexo do líder na capital.

Agências de notícias informaram que mísseis atingiram áreas próximas ao palácio presidencial e a instalações usadas pelo líder supremo em Teerã. Segundo a agência estatal iraniana Fars, explosões também foram ouvidas nas cidades de Isfahan, Qom, Karaj e Kermanshah.

O ministro da Defesa do Irã, Amir Nasirzadeh, e o comandante da Guarda Revolucionária, Mohammed Pakpour, morreram nos ataques israelenses, segundo três fontes ouvidas pela agência Reuters.

Reações e retaliações

Em resposta ao ataque, o Irã disparou mísseis contra Israel e atacou bases americanas no Oriente Médio. O Exército dos Estados Unidos informou que nenhum militar americano ficou ferido na ação, e o governo americano declarou que os danos às bases militares dos EUA no Oriente Médio foram “mínimos”.

O Estreito de Ormuz foi fechado por motivos de segurança, segundo a agência estatal iraniana Tasnim, e companhias aéreas suspenderam voos para a região. Operações no aeroporto de Dubai foram paralisadas, e dois voos que saíram de São Paulo para Dubai e Doha tiveram que retornar.

A retaliação iraniana também gerou explosões em países da região, como Catar, Bahrein, Kuwait, Iraque, Jordânia e Emirados Árabes Unidos, com relatos de prédios residenciais atingidos no Bahrein e mortes em Abu Dhabi e na Síria.

Incerteza sobre a situação de Ali Khamenei

Netanyahu afirmou que o complexo usado por Khamenei foi destruído, e declarou que há elementos que indicam que o líder supremo “não existe mais”. Em inglês, Netanyahu acrescentou, “A ajuda chegou”, em referência a uma publicação do presidente dos Estados Unidos.

Por outro lado, fontes iranianas apresentaram versões diferentes da situação. À ABC News, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã disse que o líder supremo está “bem e seguro”. Uma fonte ouvida pela Reuters disse que Khamenei estava fora de Teerã no momento do ataque.

Imagens de satélite divulgadas por agências mostraram fumaça preta subindo e grandes danos no complexo do Líder Supremo do Irã, e autoridades de inteligência ainda não confirmaram publicamente o destino final do aiatolá.

Consequências e próximos passos

Netanyahu fez um apelo direto à população do Irã para que se levante contra o regime, dizendo, “Não percam a oportunidade. Esta é uma oportunidade que surge uma vez por geração”. O pronunciamento busca pressionar internamente o governo iraniano, enquanto escaladas e retaliações podem aumentar a crise regional.

Relatos sobre vítimas incluem, em uma das regiões atingidas, que “85 pessoas morreram em uma escola de meninas no sul do Irã, segundo a imprensa estatal iraniana”. As autoridades ainda investigam o alcance total dos danos, e a comunidade internacional observa a evolução das informações sobre a possibilidade da morte de Khamenei, com declarações conflitantes entre fontes israelenses, iranianas e agências de notícias.