Narges Mohammadi foi sentenciada a 6 anos por conspirar e conluio, mais 1,5 ano por propaganda, e ainda enfrenta proibição de viajar por dois anos
Narges Mohammadi está novamente atrás das grades no Irã, depois de receber uma nova condenação que totaliza sete anos de prisão.
A ativista, laureada com o Prêmio Nobel em 2023 por sua liderança contra a opressão às mulheres, foi detida em dezembro, durante um evento em homenagem a um advogado de direitos humanos.
Informações sobre a sentença e o estado de saúde de Mohammadi foram divulgadas por veículos internacionais e por sua fundação, conforme informação divulgada pelo g1.
Detalhes da sentença e acusações
O advogado da ativista informou que ela foi condenada a 6 anos de prisão por “conspiração e conluio”, e a 1 ano e meio por propaganda, além de receber uma proibição de viajar por dois anos, declaração que consta na cobertura publicada pelo g1.
O governo iraniano ainda não confirmou oficialmente a sentença, segundo o próprio texto, que cita tentativa de contato da Associated Press para obter uma posição das autoridades.
Greve de fome e condições de detenção
A fundação de Mohammadi, com sede em Paris, afirmou ter recebido informações de que a ativista iniciou uma greve de fome em protesto contra a “detenção ilegal e as condições graves em que está sendo mantida”.
O comunicado da fundação destacou que essas são realidades enfrentadas por inúmeros presos políticos no Irã, e que a greve começou na segunda-feira, segundo a própria organização, conforme informação divulgada pelo g1.
Contexto da atuação e prisões anteriores
Com 54 anos, Narges Mohammadi já foi presa diversas vezes por seu trabalho em defesa dos direitos humanos e pela luta contra as rígidas leis impostas às mulheres no país.
Ela se tornou uma voz proeminente da mobilização conhecida como revolução feminina, que ganhou força após a morte de uma jovem detida por questões relativas ao uso do véu, fato que repercutiu internacionalmente.
Repercussão internacional e próximos passos
A condenação reacende críticas internacionais ao Irã por perseguição a ativistas, e pode motivar novas mobilizações e pedidos de intervenção de organizações de direitos humanos.
Fontes oficiais do Irã não se pronunciaram sobre a sentença quando consultadas, e a situação de saúde e a condição legal de Mohammadi seguem sendo acompanhadas por sua defesa e por sua fundação, conforme informação divulgada pelo g1.