Netanyahu perto da 2ª fase do acordo de paz em Gaza, mas Hamas se recusa a desarmar
Netanyahu anuncia proximidade da segunda fase do acordo de paz em Gaza, focada na desmilitarização do Hamas, mas enfrenta resistência do grupo.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, declarou que a segunda fase do acordo de paz em Gaza, arquitetado pelo governo do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está “muito perto” de ser implementada. Esta etapa crucial prevê a desmilitarização do Hamas, um ponto de alta complexidade.
No entanto, o próprio Netanyahu admitiu que a implementação da segunda fase será “difícil”, principalmente devido à declaração do Hamas de que não pretende entregar suas armas, que é o principal objetivo desta etapa. A notícia foi divulgada após uma visita do chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, a Israel.
Conforme informação divulgada pelo g1, o acordo prevê três fases graduais para o fim definitivo do conflito, que já dura mais de dois anos. A primeira fase, que envolvia a devolução de todos os reféns em poder do Hamas, ainda exige o cumprimento de um último ponto: a devolução do corpo do refém israelense Ran Gvili, que o grupo terrorista afirma estar buscando em escombros.
Desafios e etapas do acordo de paz em Gaza
Netanyahu explicou que a primeira fase do cessar-fogo, que já entrou em vigor, previa a devolução de todos os reféns. O Hamas ainda precisa entregar o corpo de Ran Gvili, o que pode abrir caminho para a segunda fase, embora sem uma data definida. Esta etapa mais complexa visa o **desarmamento do Hamas** e a **desmilitarização de Gaza**, com a possível atuação de uma força internacional e a retirada do exército israelense do território.
A terceira e última fase do acordo contemplaria a formação de um governo temporário em Gaza e o fim gradual da guerra. Recentemente, Donald Trump também indicou que a segunda fase estava prestes a ser anunciada, com a estrutura de governança prevista para ser divulgada até o Natal.
Apoio alemão e declarações de Netanyahu sobre seu futuro político
Durante sua visita, o chanceler alemão, Friedrich Merz, reafirmou o **apoio incondicional da Alemanha a Israel**, destacando a responsabilidade histórica alemã no Holocausto e a importância da segurança israelense. Merz chegou a Israel buscando consolidar as relações bilaterais após tensões recentes.
Em outro desenvolvimento, Benjamin Netanyahu negou planos de deixar o governo, mesmo após solicitar o perdão presidencial para absolvição de processos judiciais. Ele afirmou que **os eleitores decidirão seu futuro político nas urnas**, respondendo a especulações sobre sua aposentadoria.
O pedido de indulto, feito ao presidente Isaac Herzog, visa aliviar o impacto dos processos judiciais em sua capacidade de governar. A solicitação, que não tem precedentes em Israel durante um julgamento, gerou debate entre políticos da oposição, alguns defendendo que o indulto deveria estar condicionado à saída de Netanyahu da política ou à convocação de novas eleições.