quinta-feira, junho 4, 2026

Nike é investigada por suposta discriminação racial contra trabalhadores brancos, EEOC pede documentos sobre políticas DEI, demissões e programas desde 2018

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Investigação da EEOC apura alegações de tratamento desigual em contratações, promoções, demissões e programas de mentoria, com pedidos retroativos a 2018

Nike está no centro de uma investigação federal nos Estados Unidos, que examina se políticas de diversidade, equidade e inclusão, conhecidas como DEI, teriam resultado em discriminação contra trabalhadores brancos.

A apuração foi aberta pela U.S. Equal Employment Opportunity Commission, a EEOC, que entrou com ação na Justiça federal pedindo que a empresa entregue documentos e informações relacionadas às acusações.

Entre os pedidos da agência estão dados sobre decisões de contratação, promoção, rebaixamento e desligamento, além de informações sobre programas de estágio, mentoria e desenvolvimento de liderança, conforme informação divulgada pelo g1.

O que a EEOC diz que está sendo investigado

Segundo o processo, a agência investiga alegações de discriminação racial intencional associadas às políticas de DEI da empresa, e afirma que a Nike pode ter adotado um ‘padrão ou prática de tratamento desigual’ contra funcionários, candidatos a vagas e participantes de programas de treinamento brancos.

A investigação abrange, especificamente, a seleção para demissões, programas de estágio, iniciativas de mentoria, desenvolvimento de liderança e outros programas de carreira, e busca entender se a raça foi usada como critério nessas decisões.

Documentos solicitados e alcance temporal

A intimação expedida pela EEOC pede informações retroativas a 2018, incluindo critérios usados para selecionar funcionários em processos de demissão.

Também foram requisitados dados sobre o monitoramento e o uso de informações de raça e etnia dos trabalhadores, inclusive se esses dados influenciaram a definição de remuneração de executivos, e detalhes sobre 16 programas que, segundo a agência, teriam oferecido oportunidades restritas por raça.

A agência afirma que tentou obter cumprimento voluntário antes de recorrer à Justiça, e que a Nike não forneceu todas as informações solicitadas, o que motivou o ajuizamento da ação no Tribunal Distrital dos Estados Unidos para o Distrito Leste do Missouri.

Posicionamento da EEOC e consequência jurídica

Em nota, a presidente da EEOC, Andrea Lucas, afirmou, textualmente, que “quando há indícios relevantes de que programas de diversidade possam violar leis federais que proíbem a discriminação racial ou outras formas de discriminação ilegal, a agência adotará todas as medidas necessárias para investigar os fatos”.

A agência também ressaltou que a legislação federal exige proteção a trabalhadores de todas as raças contra práticas discriminatórias, e que o escritório distrital da EEOC em St. Louis tem jurisdição sobre Missouri, Kansas, Oklahoma, Nebraska e o sul de Illinois.

A EEOC é a única agência federal autorizada a investigar e mover ações contra empresas privadas por violações das leis federais que proíbem discriminação no emprego, diz o documento oficial divulgado pela agência.

Reação esperada e próximos passos

A ação judicial busca obrigar a Nike a cumprir a intimação e entregar os dados exigidos pela EEOC, o que pode incluir comunicações internas, critérios de seleção para demissões e relatórios sobre programas de carreira.

Se a Justiça confirmar a obrigação de fornecer as informações, a investigação seguirá com base no material obtido, e poderá resultar em medidas administrativas ou judiciais caso sejam identificadas violações das leis federais contra discriminação.

Até o momento da divulgação desta reportagem, a Nike não havia apresentado publicamente uma resposta completa ao processo, e o caso segue em tramitação no tribunal federal indicado.

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