Nova CNH: mais de 10 mil brasileiros já tiraram a primeira habilitação pelo app em 2026, processo 70% mais barato, prazo caiu de nove para dois meses

As novas regras digitalizaram e aceleraram emissão da CNH, com curso teórico online, redução das aulas práticas e 424.349 habilitações concluídas segundo dados oficiais

A mudança nas normas para obter a carteira de motorista alterou etapas do processo, reduziu custos e encurtou prazos para candidatos em todo o país.

Entre as novidades estão a oferta do curso teórico pela internet e a diminuição do mínimo de aulas práticas, medidas que impactaram preço e tempo de emissão do documento.

Os números e descrições do novo modelo foram divulgados em reportagem do g1, conforme informação divulgada pelo g1

Como o processo mudou e o que isso significa para candidatos

Com as regras que passaram a valer em janeiro, o curso teórico deixou de ser exclusivo das autoescolas e ganhou versão virtual, enquanto as aulas práticas foram reduzidas para um mínimo de duas horas, contra 20 horas anteriormente.

Segundo o Ministério dos Transportes, o modelo anterior levava cerca de nove meses, agora candidatos conseguem o documento em aproximadamente dois meses, e o custo de todo o processo caiu cerca de 70%, trazendo a possibilidade de emissão mais rápida e acessível.

O ministério também informou que muitos candidatos “fizeram o curso teórico, realizaram os exames médico e psicológico, coletaram a biometria, passaram pelas provas teórica e prática e já estão com a CNH emitida”.

Quanto custa tirar a CNH com as novas regras

Antes, aulas e taxas custavam entre R$ 3 mil e R$ 5 mil, agora pacotes podem sair a partir de R$ 380 para categorias A ou B, segundo levantamento do g1 em 10 cidades, e o preço médio nas cidades pesquisadas foi de R$ 500 por um pacote com duas aulas práticas.

Em São Paulo, as taxas citadas incluem exame teórico R$ 52,83, exame prático R$ 52,83, exame médico R$ 90, exame psicotécnico R$ 90, e emissão da versão física R$ 137,79, enquanto a versão digital é gratuita.

Em buscas por opções mais baratas, o g1 encontrou pacotes por R$ 380 em Santos, que incluem duas aulas práticas e uso do veículo da autoescola, e também um pacote de R$ 379,90 em Goiás, valor que já trazia incluída a taxa da prova do Detran de Goiás, R$ 38,93.

Autoescolas oferecem opções com mais horas, com médias de preços encontradas de R$ 900 para cinco aulas práticas, R$ 1.300 para 10 aulas, e R$ 1.900 para 20 aulas. Instrutores autônomos credenciados aparecem com valores entre R$ 80 e R$ 250 por hora.

Quem já se habilitou com o novo modelo e onde estão os maiores números

Somando candidatos que iniciaram o processo antes das novas regras, mas concluíram no novo modelo, com aqueles que já aderiram ao sistema digital, o país soma 424.349 brasileiros habilitados.

Entre os estados com maior número de emissões da primeira CNH pelas novas regras estão Rio Grande do Sul: 2.530 emissões da primeira CNH, São Paulo: 1.690 emissões da primeira CNH, Minas Gerais: 1.431 emissões da primeira CNH, Pará: 839 emissões da primeira CNH, Paraná: 676 emissões da primeira CNH.

O que muda na prática para quem quer tirar a CNH

Para o candidato, a principal mudança é o acesso ao curso teórico online e a possibilidade de reduzir gastos, com pacotes básicos que cobrem apenas as duas aulas práticas mínimas, e a opção de contratar horas adicionais conforme necessidade.

Especialistas e instrutores apontam que, apesar da redução do mínimo de horas práticas, alguns candidatos podem optar por aulas extras para ganhar experiência, lembrando que custos e requisitos variam por estado e que a versão digital da CNH é gratuita.

O novo modelo busca aumentar a inclusão e a velocidade do processo, com impacto direto no bolso dos candidatos e na demanda por serviços de autoescolas e instrutores, e continua sendo monitorado pelas autoridades e pelo mercado para ajustes futuros.