Novas tarifas dos EUA entram em vigor com taxa adicional de 10%, entenda impacto para o Brasil, prazos, isenções e risco de aumento para 15% anunciado por Trump

Com início imediato, as novas tarifas dos EUA de 10% valem para produtos sem isenção, ampliam incerteza comercial e geram pedidos de garantias do Japão, UE e Reino Unido

Novas tarifas dos EUA passaram a vigorar nesta terça-feira, com uma taxa adicional de 10% aplicada a importações que não estejam cobertas por isenções.

A medida foi anunciada em aviso da Alfândega e Proteção de Fronteiras, CBP, e corresponde à taxa inicialmente divulgada pelo presidente Donald Trump, sem consolidar o aumento para 15% que ele citou no sábado.

Esses passos aumentam a incerteza sobre a política comercial americana e seus efeitos sobre o comércio global, inclusive para o Brasil, conforme informação divulgada pelo g1.

O que muda, e como a cobrança foi informada

Em comunicado, a CBP afirmou que, exceto os produtos listados como isentos, as importações “estarão sujeitas a uma tarifa adicional de 10%“.

A cobrança começou à meia-noite, enquanto a aplicação das taxas anteriores, suspensa pela decisão da Suprema Corte, segue sem validade. As tarifas anteriores variavam de 10% a 50%.

Base legal e justificativa apresentada

O governo invoca a chamada Seção 122 da legislação americana, que autoriza o presidente a impor tarifas por até 150 dias para enfrentar déficits considerados grandes e graves na balança de pagamentos.

Na ordem presidencial, Trump argumenta que há um desequilíbrio significativo nas contas externas dos EUA, citando um “déficit comercial anual de US$ 1,2 trilhão” e um “déficit em conta corrente equivalente a 4% do PIB“.

Risco de aumento para 15% e posições internacionais

Embora o presidente tenha mencionado um aumento para 15% no sábado, a CBP aplicou a tarifa de 10% anunciada inicialmente. O Financial Times citou um funcionário da Casa Branca dizendo que o aumento para 15% ocorrerá posteriormente com uma ordem formal, mas a Reuters informou que não conseguiu confirmar essa informação de imediato.

Japão, União Europeia e Reino Unido pediram garantias para serem tratados de forma tão favorável quanto em acordos atuais, sinalizando preocupação e desejo de preservar compromissos firmados com os EUA.

Impacto esperado para o Brasil e setores relevantes

Para exportadores brasileiros, a medida eleva custos e incerteza, especialmente em produtos não contemplados por isenções. O anúncio reacende debates sobre cadeia de suprimentos, competitividade e pressões sobre preços.

O governo americano também advertiu que eventuais recuos de parceiros em acordos recentes poderão levar à adoção de tarifas ainda mais elevadas, com base em outras leis comerciais, o que amplia o alerta entre países e empresas.

Analistas e agentes do comércio acompanham a edição de ordens complementares e a lista de isenções divulgada pela CBP, para medir o alcance real da tarifa adicional de 10% nas trocas globais.