Novas tarifas dos EUA entram em vigor com taxa adicional de 10%, entenda impactos para o Brasil, reações do Japão, União Europeia e Reino Unido
Tarifa adicional de 10% passa a valer em 24 de fevereiro, com exceções listadas pela CBP, e aumenta incerteza sobre a política comercial americana e efeitos para importadores brasileiros
Novas tarifas dos EUA começaram a ser aplicadas na madrugada de terça-feira, com uma taxa adicional de 10% sobre itens que não constam nas listas de isenção divulgadas pelas autoridades.
Em um comunicado, a autoridade de fronteiras informou as regras para aplicação, e a mudança reabre dúvidas sobre quem será afetado e quando o percentual pode subir novamente, em meio a sinais de pressão política nos Estados Unidos.
As medidas e os efeitos sobre o comércio global e importadores brasileiros serão detalhados a seguir, conforme informação divulgada pelo g1
O que a CBP determinou e o alcance da medida
Ao publicar orientações sobre a nova proclamação, a Alfândega e Proteção de Fronteiras, CBP, afirmou que “Os Estados Unidos passaram a aplicar, a partir desta terça-feira (24), uma tarifa adicional de 10% sobre todos os produtos que não estejam cobertos por isenções.”
A cobrança da nova tarifa começou à meia-noite, e a aplicação das taxas anteriores, suspensas pela Suprema Corte, foi interrompida temporariamente. “Essas tarifas anteriores variavam de 10% a 50%.”
Motivação do governo e números citados na ordem
Na ordem assinada pelo presidente, há uma justificativa econômica para a ação. “Na ordem tarifária, Trump argumenta que há um desequilíbrio significativo nas contas externas dos EUA, refletido em um déficit comercial anual de US$ 1,2 trilhão em bens, um déficit em conta corrente equivalente a 4% do PIB e a reversão do superávit de renda primária.”
O presidente anunciou inicialmente a taxa de 10%, e no fim de semana afirmou que poderia elevar o percentual para 15%, com a frase, “No último sábado (21), Trump havia anunciado que elevaria a tarifa para 15%;” porém a CBP informou que a aplicação imediata seguiu a taxa de 10% prevista na proclamação.
Reações internacionais e riscos para acordos comerciais
O anúncio provocou respostas de parceiros comerciais. “O Japão informou nesta terça-feira que pediu aos Estados Unidos garantias de que será tratado, no novo regime tarifário, de forma tão favorável quanto no acordo atual. A União Europeia e o Reino Unido também sinalizaram que desejam preservar os acordos já firmados.”
Governos e empresas monitoram a evolução, porque mudanças de alíquotas e interpretações legais podem afetar cadeias de suprimento e preços de importação, incluindo produtos brasileiros que não estiverem listados entre os isentos.
O que esperar nas próximas semanas
Especialistas lembram que a chamada Seção 122 autoriza imposição de tarifas por até 150 dias, e que o governo americano indicou possibilidade de usar decretos adicionais para modificar percentuais. Importadores devem acompanhar publicações da CBP e listas de isenção.
A incerteza permanece alta, e qualquer avanço para 15% dependerá de atos formais do Executivo, por isso empresas e governos seguem em busca de clarificações e salvaguardas nas negociações comerciais.