quinta-feira, junho 4, 2026

Novas tarifas dos EUA: governo aplica tarifa adicional de 10% em importações, impacto para o Brasil e reações de Japão, União Europeia e Reino Unido

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EUA passam a cobrar 10% sobre a maioria das importações, com exceções limitadas, ampliando incerteza comercial e motivando pedidos de garantias de Japão, UE e Reino Unido

Os Estados Unidos começaram a aplicar uma tarifa adicional de 10% sobre produtos que não tenham isenção específica, medida que entrou em vigor à meia-noite e vale de forma temporária.

A cobrança foi formalizada em aviso da Alfândega e Proteção de Fronteiras, a CBP, e corresponde à taxa anunciada inicialmente pelo presidente Donald Trump, e não ao percentual de 15% citado posteriormente.

O movimento trouxe incerteza sobre a política comercial americana e gerou reações de parceiros, entre eles Japão, União Europeia e Reino Unido, conforme informação divulgada pelo g1

O que determina a nova tarifa e sua aplicação

A CBP informou que, exceto pelos produtos listados como isentos, as importações estarão sujeitas a uma tarifa adicional de 10%. A medida foi anunciada em um aviso para orientar a aplicação da Proclamação Presidencial de 20 de fevereiro de 2026.

As novas cobranças substituem, por ora, as tarifas anteriores que haviam sido anuladas pela Suprema Corte, que variavam de 10% a 50%. A cobrança começou à meia-noite, enquanto a aplicação das taxas anuladas foi suspensa.

Justificativa do governo americano

Na ordem tarifária, Trump argumenta que há um desequilíbrio significativo nas contas externas dos EUA, refletido em um “déficit comercial anual de US$ 1,2 trilhão em bens, um déficit em conta corrente equivalente a 4% do PIB e a reversão do superávit de renda primária“.

A chamada Seção 122 da legislação americana autoriza o presidente a impor tarifas por até 150 dias a todos os países, com o objetivo de enfrentar déficits considerados “grandes e graves” na balança de pagamentos e problemas estruturais no sistema de pagamentos internacionais.

Contradições, anúncios e confirmação

No fim de semana, Trump afirmou que aumentaria a tarifa para 15%, mas o aviso da CBP definiu a alíquota inicial em 10%. O Financial Times citou um funcionário da Casa Branca dizendo que o aumento para 15% ocorreria depois com uma ordem formal, informação que a Reuters não conseguiu confirmar de imediato.

Ou seja, há divergência entre declarações públicas e os atos administrativos, o que amplia a incerteza sobre a velocidade e a amplitude de futuras mudanças nas novas tarifas dos EUA.

Reações internacionais e possíveis efeitos para o Brasil

Japão, União Europeia e Reino Unido pediram garantias de que serão tratados tão favoravelmente quanto nos acordos atuais, segundo fontes citadas. A exigência busca preservar termos negociados e evitar prejuízos às exportações.

Para o Brasil, a medida amplia a incerteza sobre demanda e tarifas sobre produtos exportados aos EUA. Importadores e exportadores brasileiros devem acompanhar listas de isenções da CBP, porque apenas itens listados ficarão fora da tarifa adicional de 10%.

A administração americana também advertiu que países que recuarem de acordos recentes poderão enfrentar tarifas ainda mais elevadas, com base em outras leis comerciais, o que aumenta a pressão sobre negociações bilaterais e multilaterais.

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