quinta-feira, junho 4, 2026

Novo chefe da Guarda Revolucionária do Irã, Vahid, é procurado pela Interpol por atentado à AMIA de 1994, ligado à Força Quds e alvo de sanções internacionais

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Nomeado novo chefe da Guarda Revolucionária do Irã, Vahid assume liderança em meio a mandados da Interpol por seu suposto envolvimento no atentado à AMIA de 1994

Vahid foi elevado ao posto no centro de uma crise política e de segurança, com impacto regional e investigações internacionais em curso.

Ele é apontado em ordens de busca, e a nova nomeação reacende questionamentos sobre responsabilidade por ataques no exterior.

A designação e as acusações contra ele voltam ao foco internacional, enquanto aliados e rivais observam a reação, conforme informação divulgada pelo g1

Quem é Vahid e trajetória no regime

Vahid, de 67 anos, ocupou cargos estratégicos no regime teocrático, incluindo ministro da Defesa entre 2009 e 2013, durante o governo Mahmoud Ahmadinejad, e ministro do Interior de 2021 a 2024.

Em dezembro do ano passado, Vahid foi alçado por Khamenei ao cargo de vice-comandante da Guarda Revolucionária e supervisionou a repressão igualmente violenta aos protestos contra o regime, que tiveram a adesão de comerciantes e se espalharam pelas principais cidades, matando milhares de iranianos.

Antes de chegar ao comando supremo da Guarda, ele também esteve ligado à Força Quds, braço que opera no exterior e conduz operações paramilitares.

Acusações relacionadas ao atentado à AMIA

Vahid é procurado pela Interpol como suspeito pelo atentado de 1994 contra o centro comunitário judaico AMIA, em Buenos Aires, que matou 85 pessoas e feriu outras 300.

Na época do ataque, ele comandava a Força Quds, que foi apontada pela Justiça como uma das autoras do planejamento. O prédio da Associação Mutual Israelita Argentina foi destruído pela explosão de um furgão carregado de 300 quilos de explosivos, e conduzido por um terrorista suicida do Hezbollah.

A Justiça argentina concluiu em 2024 que o atentado foi patrocinado pelo regime iraniano, mas os acusados permanecem impunes, apesar dos mandados emitidos pela Interpol.

Sanções e repercussão internacional

A nomeação de Vahid ocorre enquanto ele já estava sob sanções do Departamento de Tesouro dos EUA e da União Europeia, por seu papel em ações do Estado e na repressão interna.

Analistas dizem que escolher um oficial com esse perfil sinaliza continuidade da linha-dura pelo regime, uma tentativa de manter mecanismos de poder civil e militar unidos diante de pressões internas e externas.

A Guarda Revolucionária, pilar do regime xiita iraniano, era comandada por Pakpour desde junho de 2025, em substituição a Hossein Salami, que também foi assassinado em um ataque israelense, e a nova troca de comando pode influenciar as dinâmicas de crise na região.

Riscos de escalada e cenário regional

A nomeação de um chefe procurado pela Interpol por um ataque internacional aumenta o risco de tensões com países que cobram responsabilização, e pode agravar embates entre Irã, Israel e Estados Unidos.

Enquanto diplomacias tentam medir consequências práticas, a presença de mandados e sanções limita a mobilidade internacional do novo comandante e mantém a sombra sobre as relações exteriores do Irã.

Fontes e detalhes sobre as acusações e a trajetória de Vahid foram reportados pelo g1, e seguem como referência para o acompanhamento das próximas movimentações políticas e judiciais.

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