Óculos de R$ 4 mil usados por Macron em Davos fazem ações da iVision Tech dispararem, modelo Henry Jullien Pacific S 01 sobe quase 28% entre memes e polêmica
Impacto imediato nas cotações, circulação de memes inspirados em Top Gun, e explicações oficiais sobre o uso dos óculos durante o discurso no Fórum Econômico de Davos
O visual do presidente Emmanuel Macron no Fórum Econômico Mundial, em Davos, provocou uma onda de atenção sobre os óculos que usou durante o discurso, e teve efeito direto nas ações da fabricante.
Os papéis da iVision Tech chegaram a disparar, enquanto internautas criaram memes e comentários, com repercussão até entre líderes internacionais.
As informações sobre a alta e os detalhes do modelo foram divulgadas pela imprensa, conforme informação divulgada pelo g1
Alta das ações e efeito imediato no mercado
Conforme as apurações, as ações da iVision Tech, dona da marca Henry Jullien, subiram quase 28% nesta quinta-feira (22), após a imagem de Macron circular amplamente nas redes sociais.
A valorização adicionou cerca de 3,5 milhões de euros à capitalização de mercado da empresa, segundo os dados divulgados.
Na véspera, os papéis já haviam subido quase 6% na quarta-feira (21), antes de serem automaticamente suspensos da negociação durante grande parte do dia em Milão.
Qual é o óculos e quanto custa
A iVision Tech informou que o modelo usado pelo presidente é o Pacific S 01, da Henry Jullien, vendido por 659 euros (US$ 770), valor equivalente a cerca de R$ 4 mil em seu site.
O CEO da iVision Tech, Stefano Fulchir, comentou a repercussão, dizendo, “Isso certamente criou um efeito ‘uau’ sobre as ações”, em declaração à Reuters.
Fulchir também afirmou que os óculos, segundo ele, foram enviados a Macron em 2024, e que foi possível reconhecer claramente o modelo.
Repercussão pública, memes e explicação do governo
Nas redes sociais, a imagem de Macron de óculos escuros gerou comparações com o filme Top Gun e uma onda de memes, provocando ainda mais visibilidade para a marca.
O gabinete de Macron explicou que o presidente usou óculos escuros durante o discurso em ambiente fechado para proteger os olhos, em razão do rompimento de um vaso sanguíneo, e informou que não confirmou a marca dos óculos.
A combinação entre visibilidade midiática, confirmação do modelo pela fabricante, e a explicação oficial sobre a saúde do presidente, ajudou a amplificar a movimentação dos papéis e a atenção do público.
Consequências e observações finais
Após as suspensões, as ações chegaram a ser negociadas brevemente na manhã da quinta-feira, antes de nova paralisação, e caminhavam para registrar o maior salto diário de sua história.
O caso ilustra como aparições públicas de líderes podem ter efeitos imediatos sobre marcas de luxo, e como redes sociais podem amplificar impacto econômico em questão de horas.