quinta-feira, junho 4, 2026

Ouro sobe forte e caminha para maior alta diária desde 2008, ouro a US$ 4.985,44 e prata a US$ 88,74, reação à indicação de Kevin Warsh ao Fed e ajuste de margens

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Preço do ouro avança 6,9% e prata sobe 11,7%, com incertezas políticas, expectativa sobre Kevin Warsh no Federal Reserve e medidas que reduziram alavancagem

Os preços do ouro e da prata registraram forte recuperação nesta terça-feira, depois de quedas relevantes nos dias anteriores, com investidores aproveitando níveis mais baixos para recompor posições.

O movimento levou o metal dourado a caminho da maior valorização diária desde 2008, em sessão marcada por notícias políticas internacionais e ajustes regulatórios no mercado futuro.

Nos próximos parágrafos, explicamos os números do dia, as razões que sustentaram a alta e o que analistas projetam para o curto e médio prazo.

conforme informação divulgada pelo g1

Movimento dos preços durante o dia

Por volta das 14h, o ouro à vista avançava 6,9%, negociado a US$ 4.985,44 por onça. A cotação se recuperava da mínima registrada na véspera, de US$ 4.403,24, embora ainda permanecesse abaixo do recorde histórico alcançado na semana passada, de US$ 5.594,82.

No mercado futuro, os contratos de ouro para entrega em abril subiam 7,7%, para US$ 5.011 por onça. A prata teve alta ainda mais intensa, o metal avançava 11,7%, cotado a US$ 88,74 por onça, depois de ter sofrido uma queda de 27% na sexta-feira e novo recuo de 6% na sessão de segunda-feira.

Entre outros metais, a platina à vista subia 6%, negociada a US$ 2.248,20 por onça, enquanto o paládio avançava 4,8%, para US$ 1.802,43.

O que impulsionou a alta

Parte do movimento de recuperação veio da recomposição de posições após as fortes perdas anteriores, mas fatores políticos e monetários também pesaram. A indicação de Kevin Warsh para assumir a presidência do Federal Reserve, no lugar de Jerome Powell, reacendeu debates sobre trajetória de juros e balanço do banco central americano.

Os metais preciosos haviam recuado nos últimos dias após a indicação de Kevin Warsh para assumir a presidência do Federal Reserve, no lugar de Jerome Powell, que deixará o cargo em maio. A expectativa do mercado é de que Warsh apoie cortes de juros, mas adote uma postura mais restritiva em relação ao tamanho do balanço do banco central americano.

Visão dos analistas

Para Peter Grant, vice-presidente e estrategista sênior de metais da Zaner Metals, as perdas recentes fazem parte de um ajuste dentro de uma tendência mais ampla. Grant avalia ainda que o mercado pode passar por um período de estabilização, com o patamar de US$ 4.400 funcionando como referência de suporte e a região próxima de US$ 5.100 como um possível limite de resistência.

Jeffrey Christian, sócio-gerente da CPM Group, afirma que a expectativa é de retomada gradual da valorização, à medida que persistem as preocupações dos investidores com o cenário econômico e político. Para analistas, o ouro continua sendo visto como ativo de proteção em momentos de incerteza, e tende a se beneficiar se houver sinalização de juros mais baixos nos EUA.

Riscos e fatores técnicos

Outro fator que pesou sobre os preços foi a decisão da CME Group de elevar as exigências de margem para contratos futuros de metais preciosos, o que tende a reduzir a alavancagem dos investidores e aumentar a volatilidade nas sessões seguintes.

Além disso, o calendário econômico contribuiu para a cautela, com o Departamento de Estatísticas do Trabalho dos Estados Unidos informando que o relatório de emprego de janeiro não será divulgado nesta sexta-feira, em razão da paralisação parcial do governo federal.

Em resumo, o dia foi de forte recuperação para ouro e prata, com preços refletindo combinação de ajustes técnicos, notícias sobre liderança do Fed e mudanças nas exigências de margem, enquanto analistas mantêm expectativa de valorização gradual no médio e longo prazo.

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