quinta-feira, junho 4, 2026

Ouro supera US$ 5.100 por onça e atinge recorde histórico, alta de 64% em 2025, investidores buscam proteção diante de tensões e compras de bancos centrais

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Ouro atinge US$ 5.110 por onça em máxima intradiária, com fuga para ativos seguros, compras recordes de bancos centrais e reação a decisões do governo dos EUA

O preço do ouro seguiu em forte alta nesta segunda-feira, ultrapassando a marca de US$ 5.100 por onça em meio a uma busca ampla por proteção, que elevou o metal ao maior patamar da história.

O metal à vista avançou 2,2%, para US$ 5.089,78 por onça, depois de atingir o pico intradiário de US$ 5.110,50, e os contratos futuros mostraram alta semelhante, refletindo forte demanda no mercado financeiro.

O movimento acompanha uma valorização acumulada de 64% em 2025, impulsionada por política monetária mais flexível, compras de bancos centrais e fluxos recordes em ETFs, conforme informação divulgada pelo g1.

Fatores que impulsionam a alta

O avanço é explicado pela combinação de incerteza geopolítica, expectativa de juros mais baixos nos Estados Unidos e compras consistentes de reservas por parte de bancos centrais, principalmente da China.

Segundo a reportagem, a China registrou o décimo quarto mês seguido de aquisições em dezembro, e investidores institucionais e pessoas físicas aumentaram aportes em fundos negociados em bolsa.

Dados de mercado e dimensão da valorização

O ouro acumula valorização de 64% em 2025, o maior ganho anual desde 1979, e já soma alta superior a 18% somente neste ano, com máximas consecutivas nas últimas semanas.

Os contratos futuros com vencimento em fevereiro registraram preço de US$ 5.086,30 por onça, enquanto analistas projetam que o metal pode se aproximar de US$ 6.000 ainda este ano, se as tensões se agravarem e a demanda persistir.

Efeito das decisões políticas e fala de analistas

Operadores apontam que movimentos políticos recentes nos Estados Unidos intensificaram a busca por ouro como ativo de segurança, em reação a ações e declarações do governo americano.

Segundo Kyle Rodda, analista sênior da Capital.com, o principal fator recente por trás da disparada é, “uma crise de confiança na administração e nos ativos dos Estados Unidos, provocada por decisões erráticas do governo Trump na semana passada”.

Outros metais preciosos e panorama

A prata também registrou recorde, subindo 4,8% para US$ 107,903 por onça, depois de alcançar US$ 109,44, e a platina avançou para cerca de US$ 2.861,91 por onça, com pico intradiário de US$ 2.891,6.

O paládio se valorizou para US$ 2.060,70, atingindo o maior nível em mais de três anos, e a prata havia ultrapassado US$ 100 na sexta-feira, ampliando a alta de 147% registrada no ano passado, em meio a escassez no mercado físico.

Especialistas e gestores seguem atentos à evolução das tensões geopolíticas, às decisões de política econômica e aos fluxos de compra dos bancos centrais, que serão determinantes para a continuidade dessa fase de valorização.

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