Ouro supera US$ 5.100 por onça e bate recorde histórico, com investidores buscando proteção após tensões globais, compras da China, bancos centrais e impacto de decisões de Trump
Preço do ouro ultrapassa a marca de US$ 5.100 por onça, acumula alta de 64% em 2025 e atrai compras de bancos centrais em meio a incertezas globais
O metal precioso registrou nesta segunda-feira uma máxima sem precedentes, enquanto investidores buscaram proteção em meio ao aumento das incertezas geopolíticas e financeiras.
Movimentos de política monetária mais flexíveis nos Estados Unidos, compras consistentes de bancos centrais e entradas recordes em fundos negociados em bolsa ajudam a explicar a força do mercado do ouro.
Os dados e declarações citados a seguir foram divulgados por agências de notícias e compilados conforme informação divulgada pelo g1.
O que aconteceu nos preços
O ouro à vista avançou 2,2%, para US$ 5.089,78 por onça, após alcançar mais cedo o pico histórico de US$ 5.110,50, e os contratos futuros com vencimento em fevereiro subiram para US$ 5.086,30 por onça, conforme apurado pela reportagem.
O metal acumula valorização de 64% em 2025, o maior ganho anual desde 1979, e já registrou máximas consecutivas na semana passada, com alta superior a 18% no ano até agora.
Por que o ouro disparou
Analistas apontam uma combinação de fatores, entre eles a migração de investidores para ativos considerados seguros, decisões de política monetária mais acomodativas nos Estados Unidos, e compras consistentes por parte de bancos centrais, com destaque para a China, que registrou aquisições pelo décimo quarto mês seguido em dezembro.
Kyle Rodda, analista sênior da Capital.com, disse, traduzido para o português, “uma crise de confiança na administração e nos ativos dos Estados Unidos, provocada por decisões erráticas do governo Trump na semana passada”, como um fator determinante para a fuga ao ouro.
Além disso, aportes recordes em fundos negociados em bolsa ampliam a demanda por ouro físico e financeiro, pressionando os preços para patamares inéditos.
Impacto em outros metais preciosos
A valorização não ficou restrita ao ouro, a prata à vista subiu 4,8%, para US$ 107,903 por onça, após atingir o recorde de US$ 109,44, e a platina avançou 3,4%, para US$ 2.861,91, depois de alcançar US$ 2.891,6 no início da sessão.
O paládio se valorizou 2,5%, para US$ 2.060,70 por onça, atingindo o maior nível em mais de três anos. Na sexta-feira anterior, a prata ultrapassou a marca de US$ 100 pela primeira vez, ampliando a alta de 147% registrada no ano passado.
Perspectivas para os próximos meses
Especialistas projetam que o preço do ouro pode se aproximar de US$ 6.000 ainda este ano, caso as tensões globais se agravem e a demanda de bancos centrais e investidores individuais continue forte.
Para investidores, a recomendação é avaliar perfil de risco e horizonte de investimento, pois a rápida valorização do metal traz ganhos potenciais e maior volatilidade no curto prazo.
Os números e declarações usados nesta reportagem foram compilados a partir de informações divulgadas por agências de notícias e repercutidos conforme informação divulgada pelo g1.