quinta-feira, junho 4, 2026

Pesquisa Quaest: 67% dizem não ter sido beneficiados pela isenção do IR até R$ 5 mil, 30% afirmam que sim, e 47% notaram impacto na renda familiar em janeiro

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Resultado da pesquisa Quaest evidencia divisão sobre a nova isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil, com ampla parcela dizendo não ter sido beneficiada e parcela menor sentindo aumento na renda

A maioria dos entrevistados não se considera beneficiada pela mudança no imposto de renda, mesmo após a medida entrar em vigor em janeiro.

Ao mesmo tempo, quase metade diz ter percebido algum impacto na renda familiar, embora parte considere o ganho pouco significativo.

Beneficiou: 30% Não beneficiou: 67% Não sabe/não respondeu: 3%, conforme informação divulgada pelo g1.

Como foi feita a pesquisa

O levantamento foi encomendado pela Genial Investimentos e ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 5 e 9 de fevereiro. A margem de erro é de 2 pontos para mais ou para menos e o nível de confiança é de 95%.

Esses números mostram a percepção imediata, em janeiro, do efeito da isenção do IR até R$ 5 mil por mês.

Percepção sobre o impacto na renda familiar

Dos entrevistados, 47% disseram ter sentido o impacto da isenção na renda familiar. Entre esses, as respostas se dividiram em avaliações mais e menos otimistas.

Sim, a renda aumentou significativamente: 15% Sim, a renda aumentou, mas não muito: 32% Não sentiu diferença: 50% Não sabe/não respondeu: 3%.

Ou seja, metade dos entrevistados não identificou mudança prática no orçamento, enquanto cerca de 47% notaram algum ganho, 15% deles classificando-o como significativo.

O que prevê a nova regra do IR e quem é afetado

A isenção do imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil por mês, R$ 60 mil por ano, passou a valer desde janeiro deste ano. Antes de entrar em vigor, a expectativa era de que os trabalhadores que recebem R$ 5 mil por mês tenham ganhos de R$ 312,89 na renda mensal.

Além da isenção até R$ 5 mil, a lei prevê desconto progressivo para quem ganha até R$ 7.350 mensais. Contribuintes acima dessa faixa continuam pagando 27,5% de imposto de renda.

Financiamento da medida e quem arca com o custo

Segundo o economista Bruno Carazza, doutor em Direito Econômico pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e comentarista do Jornal da Globo, a medida beneficia cerca de 15 milhões de contribuintes.

O texto também estabelece uma cobrança para contribuintes de alta renda com ganhos acima de R$ 600 mil por ano, aplicada sobre o valor que exceder o limite. Por exemplo, Quem ganha R$ 600.001,00 paga cerca de R$ 0,10, com alíquota de 0,000017%, Com R$ 615 mil anuais, a alíquota chega a 0,25%, e o imposto mínimo será de R$ 1.537,50.

Carazza calcula que um grupo estimado entre 140 mil e 150 mil pessoas, aquelas que recebem mais de R$ 50 mil por mês, ou R$ 600 mil por ano, passará a arcar com parte do custo da medida de isentar quem ganha até R$ 5 mil.

Os dados da pesquisa mostram que, na percepção pública imediata, a isenção é sentida por uma parte relevante da população, mas a maioria ainda não percebe efeitos práticos no bolso em janeiro, primeiro mês da medida.

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