Com capacidade de 180 mil barris por dia e compressão de 7,2 milhões m³/dia, a FPSO P-78 amplia a infraestrutura de Búzios e viabiliza exportação de gás ao continente
A Petrobras iniciou a produção na FPSO P-78, no Campo de Búzios, no pré-sal da Bacia de Santos, conforme comunicado da companhia sobre a entrada em operação da unidade.
A nova plataforma integra o projeto Búzios 6 e passa a operar como o sétimo sistema no campo, com equipamentos e sistemas atualizados para ampliar controle e gerenciamento da produção.
As informações foram divulgadas pela imprensa e compiladas conforme informação divulgada pelo g1.
Detalhes técnicos da P-78
Segundo a Petrobras, “a plataforma tem capacidade para produzir até 180 mil barris de óleo por dia e para comprimir 7,2 milhões de metros cúbicos de gás diariamente”. A unidade estreante representa uma nova geração de navios-plataforma próprios, desenvolvida a partir de um projeto de referência que reuniu lições aprendidas com unidades anteriores.
Impacto na produção do Campo de Búzios
Com a entrada em operação da plataforma P-78, “a capacidade instalada do campo será ampliada para cerca de 1,15 milhão de barris por dia, além de permitir a exportação de gás para o continente”, afirma a Petrobras. O incremento reforça o papel de Búzios como maior campo do país em reservas.
Poços, interligações e tecnologia
O projeto Búzios 6, que conta com a P-78, “conta com 13 poços, sendo seis produtores e sete injetores”, segundo a companhia. A FPSO será interligada por dutos rígidos para produção, injeção e exportação de gás, além de dutos flexíveis para linhas de serviço, com novas tecnologias para fixação dessas estruturas no navio-plataforma.
O que a nova unidade representa
A entrada em operação da FPSO P-78 amplia a capacidade de transporte e compressão de gás do campo, e deve facilitar o envio de gás ao continente, contribuindo tanto para a oferta doméstica quanto para possíveis fluxos de exportação.
Além do impacto imediato na produção de óleo, a P-78 simboliza investimento em tecnologia própria da Petrobras e na continuidade do desenvolvimento do pré-sal, com reflexos na cadeia de fornecedores e no mercado de energia do país.