Redução de 5,2% anunciada pela Petrobras reduzirá o preço médio para R$ 2,57 por litro para distribuidoras, diesel permanece sem alteração, entenda desdobramentos
A Petrobras anunciou uma redução no preço da gasolina para as distribuidoras, com efeito a partir de terça-feira, 27/01.
O movimento representa a primeira queda da petroleira no preço da gasolina neste ano, e a expectativa é que o impacto chegue de forma gradual aos postos.
As informações constam em comunicado oficial da companhia, conforme informação divulgada pelo g1.
O que a Petrobras informou
Em nota, a companhia afirmou, “A partir de amanhã, 27/01, a Petrobras reduzirá seus preços de venda de gasolina A para as distribuidoras em 5,2%”, e detalhou que, com a mudança, “o preço médio de venda da Petrobras para as distribuidoras passará a ser, em média, de R$ 2,57 por litro, uma redução de R$ 0,14 por litro”.
A Petrobras também deixou claro que, neste momento, está mantendo seus preços de venda do diesel para as companhias distribuidoras.
Reduções acumuladas desde 2022
O comunicado traz ainda o histórico de alterações, afirmando que, “Desde dezembro de 2022, os preços de gasolina para as distribuidoras foram reduzidos em R$ 0,50 / litro. Considerando a inflação do período, esta redução é de 26,9%”.
Sobre o diesel, a nota diz, “Desde dezembro de 2022, a redução acumulada nos preços de diesel para as companhias distribuidoras, considerando a inflação, é de 36,3%”.
Por que o preço nas bombas pode não cair na mesma proporção
A Petrobras destaca que seus preços correspondem a, “cerca de um terço do valor final pago pelos consumidores nos postos”.
Além do preço da estatal, o valor que o motorista paga inclui custos e margem de distribuidoras e revendedores, o custo do etanol anidro misturado à gasolina, impostos federais como Cide, PIS/Pasep e Cofins, e o imposto estadual ICMS, cuja alíquota varia por unidade da federação.
O que esperar nas próximas semanas
Com a redução, parte do ajuste pode ser repassada aos consumidores, mas a transição depende de margens comerciais e da composição tributária de cada estado.
Especialistas e consumidores vão acompanhar a formação dos preços nos postos para ver a velocidade e a amplitude do repasse, e o histórico recente mostra que variações na venda da estatal não se traduzem automaticamente em quedas iguais nas bombas.
As informações acima foram publicadas em comunicado e reportadas pelo g1.