PicPay busca levantar US$ 434,3 milhões em IPO nos EUA, oferecendo 22,9 milhões de ações e mirando listagem na Nasdaq com apoio da J&F e Bicycle Capital

Oferta na Nasdaq tem faixa de preço entre US$ 16 e US$ 19 por ação, coordenação do Citigroup, BofA Securities e RBC, e intenção de ancoragem de US$ 75 milhões pela Bicycle Capital

O banco digital PicPay, sediado em São Paulo, informou que pretende levantar até US$ 434,3 milhões em sua oferta pública inicial nos Estados Unidos.

A empresa está oferecendo cerca de 22,9 milhões de ações, com faixa de preço entre US$ 16 e US$ 19 por ação, e planeja se listar na Nasdaq com o código ‘PICS’.

O movimento marca uma nova tentativa de abertura de capital nos EUA, após ter adiado um IPO em 2021, conforme informação divulgada pelo g1.

Detalhes da oferta e participantes

Segundo o anúncio, a gestora Bicycle Capital, focada em crescimento na América Latina, lidera a operação e pretende adquirir US$ 75 milhões em ações do PicPay. Os coordenadores globais da oferta são Citigroup, BofA Securities e RBC Capital Markets, que vão conduzir o processo de bookbuilding e colocação das ações.

A intenção de compra por investidores âncoras, incluindo a Bicycle Capital, não é necessariamente um compromisso firme, e a quantidade final de ações vendidas a esses investidores pode ser ajustada pelos coordenadores.

Performance financeira e base de clientes

O pedido de IPO foi apresentado em 5 de janeiro, após o PicPay registrar melhora nos resultados operacionais. A empresa reportou lucro de R$ 313,8 milhões nos nove meses encerrados em 30 de setembro de 2025, ante R$ 172 milhões no mesmo período do ano anterior.

No mesmo intervalo, a receita total cresceu para R$ 7,26 bilhões, contra R$ 3,78 bilhões no ano anterior, e o número de clientes ativos subiu de 37,5 milhões para 42,1 milhões em setembro de 2025.

Contexto de mercado e próximos passos

O PicPay tenta abrir capital nos EUA em um momento de retomada do mercado de IPOs, que ganhou impulso em 2025 após período de atividade reduzida. Analistas projetam maior movimento de ofertas em 2026, especialmente de empresas do setor financeiro digital e de ativos digitais.

A fintech, apoiada pela J&F Investimentos, dos irmãos Wesley e Joesley Batista, ainda precisará concluir etapas regulatórias e fixar o preço final por ação antes da listagem, cuja data dependerá do desenrolar do processo e das condições de mercado.