PIX movimenta R$ 35,36 trilhões em 2025, bate recorde com 79,8 bilhões de transações, e avança em segurança para combater fraudes, Cobrança Híbrida e PIX internacional

Crescimento de 33,6% ante 2024, inclusão financeira em massa e novas regras do Banco Central prometem restituição mais ágil e funções como duplicata via PIX

O sistema de pagamentos instantâneos do Banco Central segue se consolidando, e os números de 2025 mostram expansão acelerada, uso generalizado e atenção redobrada à segurança.

O impacto econômico é visível no volume de transações, nas novas funcionalidades e nas mudanças regulatórias que visam reduzir golpes e facilitar a devolução de recursos às vítimas.

Nas próximas seções, explicamos os dados oficiais, as medidas de proteção e as funcionalidades que o PIX deve ganhar nos próximos anos.

Conforme informação divulgada pelo g1

Evolução e números que marcam 2025

O crescimento do PIX em 2025 foi reforçado por números expressivos. O Banco Central registrou R$ 35,36 trilhões em transferências via PIX em 2025. Um recorde.

O volume de valores transferidos cresceu 33,6% na comparação com 2024, e em 2025 foram realizadas 79,8 bilhões de operações, contra 63,5 bilhões em 2024.

Esses resultados refletem a adoção massiva do PIX por consumidores e empresas, e a expansão de recursos que tornaram a ferramenta alternativa a boletos e cartões em muitos segmentos.

Novas funções e serviços adotados

Ao longo dos últimos cinco anos, o PIX ganhou funcionalidades que ampliaram casos de uso. Entre as mudanças estão o PIX Cobrança, que passou a cumprir papel semelhante ao boleto com conciliação automática, o PIX Saque e o PIX Troco, que descentralizaram o acesso ao dinheiro, e o PIX Agendado, útil para pagamentos periódicos.

Outras inovações, como o PIX por Aproximação, o PIX Automático e a integração com o Open Finance, ampliaram a conveniência, especialmente em compras online e para serviços recorrentes.

Golpes, resposta regulatória e recuperação de valores

O crescimento do PIX trouxe também desafios de segurança. Em 2024, o Banco Central registrou R$ 6,5 bilhões em perdas por fraudes pelo PIX, um aumento de 80% em relação ao ano anterior.

Em 2025, o país sofreu, segundo a mesma fonte, o maior ataque hacker, que desviou R$ 800 milhões de bancos e empresas ligadas ao sistema PIX.

Para enfrentar os golpes, o BC passou a exigir medidas como a coincidência cadastral, reforçou o manual de penalidades, limitou operações de intermediários até que cumpram requisitos, e criou novos mecanismos de alerta para transações suspeitas.

Em novembro de 2025, o diretor do Banco Central, Renato Gomes, analisou a adoção do PIX, afirmando, “É essencialmente quase todo adulto no país”.

Sobre medidas de penalização e segurança, o diretor também declarou, “O manual de penalidades também foi reforçado, tornando mais severas as sanções para instituições que não seguem as regras de segurança. Intermediários tecnológicos passaram a operar com limites restritos até cumprirem todas as exigências de credenciamento, e novos mecanismos de alerta para transações suspeitas estão em desenvolvimento”, afirmou o diretor do BC, Renato Gomes.

O que vem a seguir, prazos e iniciativas em discussão

O Banco Central sinalizou novidades regulatórias para ampliar usos do PIX. A Cobrança Híbrida deve tornar obrigatório o QR Code que também permita pagamento por boleto a partir de novembro, e a funcionalidade de duplicata pretende viabilizar pagamentos de títulos de crédito por PIX.

Também há planos para integrar o PIX ao sistema de arrecadação em tempo real da reforma tributária, o chamado split tributário, e esforços para padronizar o PIX Parcelado, alternativa ao crédito para quem não tem cartão.

Mais adiante, a partir de 2027 e dependendo de recursos, o BC estuda ampliar o alcance internacional do PIX, implementar o PIX em garantia para permitir crédito com garantias em recebíveis futuros, e uma versão offline do PIX por aproximação.

Essas mudanças devem reforçar a competição, reduzir custos para empresas e consumidores, e consolidar o PIX como infraestrutura central do pagamento eletrônico no Brasil.

Conclusão

Com R$ 35,36 trilhões movimentados em 2025 e quase 80 bilhões de transferências, o PIX se firmou como peça-chave da inclusão financeira e da modernização dos pagamentos no Brasil.

Ao mesmo tempo, os desafios de segurança obrigam ajustes regulatórios contínuos, enquanto novas funcionalidades prometem tornar o sistema ainda mais abrangente e competitivo.