quinta-feira, junho 4, 2026

PIX movimenta R$ 35,36 trilhões em 2025 e chega a 79,8 bilhões de transações, veja como o Banco Central tenta frear fraudes e as novidades previstas

Share

PIX registra recorde em 2025, com volume bilionário e novas regras do Banco Central para reduzir fraudes, ampliar pagamentos e integrar serviços

O PIX segue se consolidando como principal meio de transferência instantânea no Brasil, com crescimento expressivo em valor e em número de operações.

Além de impulsionar a bancarização e novos modelos de negócio, o arranjo enfrenta desafios de segurança que motivaram mudanças regulatórias este ano.

conforme informação divulgada pelo g1

Recorde de movimentação e dados oficiais

O Banco Central registrou R$ 35,36 trilhões em transferências via PIX em 2025, um novo recorde anual. O volume cresceu 33,6% em relação a 2024, quando as movimentações totalizaram R$ 26,46 trilhões.

Em 2025, foram 79,8 bilhões de operações, acima das 63,5 bilhões contabilizadas em 2024. Esses números mostram expansão tanto no uso quanto no valor médio transacionado, com impacto direto em pagamentos do varejo e do mercado B2B.

Inclusão financeira e mudança de comportamento

O diretor de Organização do Sistema Financeiro e Resolução do Banco Central, Renato Gomes, destacou a penetração do PIX entre a população adulta, ao afirmar que "É essencialmente quase todo adulto no país".

Ele também observou como o hábito de usar contas mudou, citando que "Muita gente não usava as contas que tinha. Ou apenas recebia o salário, sacava tudo e só utilizava dinheiro. Depois do PIX, as pessoas perceberam a conveniência de se pagar as contas pelo celular e mudaram esse comportamento, passando, de fato, a usar suas contas", afirmou o diretor do BC, Renato Gomes, em novembro do ano passado.

Golpes, perdas e medidas de defesa

O avanço do PIX trouxe também aumento nas fraudes. Só em 2024, por exemplo, o BC registrou R$ 6,5 bilhões em perdas por fraudes pelo PIX, um aumento de 80% em relação ao ano anterior.

Já neste ano, o BC registrou o maior ataque hacker do país, que desviou R$ 800 milhões de bancos e empresas ligadas ao sistema PIX, o que acelerou novas exigências de segurança.

Entre as providências, o Banco Central passou a exigir a chamada coincidência cadastral, que exige que os dados das chaves coincidam com as informações da Receita Federal, reduzindo abertura de contas com identidades falsas.

O manual de penalidades foi reforçado, sanções foram tornadas mais severas, e intermediários tecnológicos passaram a operar com limites restritos até cumprir regras de credenciamento, com novos mecanismos de alerta em desenvolvimento.

O BC também passou a exigir que os bancos sigam novas regras para viabilizar a restituição de recursos em casos de fraude e de falha operacional, ampliando a possibilidade de devolução além da conta usada na fraude.

Novidades em estudo e próximas funções do PIX

O Banco Central prevê uma série de novidades para o PIX nos próximos anos, incluindo, entre as medidas já planejadas, a formalização da Cobrança Híbrida, que permitirá QR Code com opção de pagamento por boleto, e a funcionalidade de Duplicata para pagar títulos escriturais via PIX.

Há também a adaptação para o split tributário, para integrar o PIX ao sistema de pagamento de impostos em tempo real previsto na reforma do consumo, e iniciativas para tornar o PIX uma alternativa mais ampla ao boleto bancário.

Para 2027, dependendo de recursos e acordos internacionais, o BC estuda o PIX internacional, a modalidade PIX em garantia para oferecer crédito com base em recebíveis futuros, e a evolução do PIX por aproximação no modelo offline.

O Banco Central ainda discute o lançamento das regras para o PIX Parcelado, que pode padronizar o parcelamento por PIX e beneficiar cerca de 60 milhões de pessoas sem acesso ao cartão de crédito.

Com esses avanços, o PIX tende a ampliar funções, reduzir custos e fortalecer a competição entre instituições, enquanto ajustes de segurança buscam equilibrar inovação e proteção do usuário.

Leia Mais

Fique por dentro