PIX movimenta R$ 35,4 trilhões em 2025 e bate recorde, com 79,8 bilhões de transações, avanços em segurança e planos do Banco Central até 2027

PIX movimenta R$ 35,4 trilhões em 2025 e amplia serviços, segurança e integração, com impacto na bancarização e no varejo digital no Brasil

PIX movimenta R$ 35,4 trilhões em 2025, um recorde que confirma a adoção massiva da ferramenta como forma de pagamento e transferência instantânea.

A quantidade de operações também subiu significativamente, e o sistema segue no centro de mudanças que vão do combate a fraudes à expansão internacional.

Conforme informação divulgada pelo g1.

Recorde de movimentação e números que mostram a expansão

O Banco Central registrou R$ 35,36 trilhões em transferências via PIX em 2025, um recorde, e o volume de valores transferidos cresceu 33,6% na comparação com 2024, quando as movimentações totalizaram R$ 26,46 trilhões.

Em 2025, foram 79,8 bilhões de operações, acima das 63,5 bilhões contabilizadas em 2024, e esses números refletem tanto maior uso diário quanto novos modelos de cobrança e saque.

Evolução de produtos e impacto na bancarização

Nos cinco anos desde o lançamento, o PIX ganhou funcionalidades que ampliaram seu alcance, como PIX Cobrança, que passou a cumprir o papel do boleto, PIX Saque e PIX Troco, que descentralizam o acesso ao dinheiro, e PIX Agendado, útil para pagamentos periódicos.

Outras inovações, como PIX por Aproximação e PIX Automático, integraram pagamentos presenciais e recorrentes, enquanto a integração com o Open Finance ampliou as possibilidades em compras online e iniciação de pagamentos por apps.

Golpes, fraudes e respostas do regulador

A popularização também trouxe desafios de segurança, e só em 2024, por exemplo, o BC registrou R$ 6,5 bilhões em perdas por fraudes pelo PIX, um aumento de 80% em relação ao ano anterior.

Já neste ano, o BC registrou o maior ataque hacker do país, que desviou R$ 800 milhões de bancos e empresas ligadas ao sistema PIX.

Para conter os riscos, o regulador implementou medidas como a chamada coincidência cadastral e endureceu regras, com sanções mais severas e limites para intermediários, além de exigir novas regras para restituição de recursos em casos de fraude.

“O manual de penalidades também foi reforçado, tornando mais severas as sanções para instituições que não seguem as regras de segurança. Intermediários tecnológicos passaram a operar com limites restritos até cumprirem todas as exigências de credenciamento, e novos mecanismos de alerta para transações suspeitas estão em desenvolvimento”, afirmou o diretor do BC, Renato Gomes.

Sobre inclusão, Renato Gomes também disse, no aniversário de cinco anos do PIX, “É essencialmente quase todo adulto no país”, e destacou que “Muita gente não usava as contas que tinha. Ou apenas recebia o salário, sacava tudo e só utilizava dinheiro. Depois do PIX, as pessoas perceberam a conveniência de se pagar as contas pelo celular e mudaram esse comportamento, passando, de fato, a usar suas contas”.

Novidades em estudo e cronograma de implementações

O Banco Central estuda e regula novos recursos, como a obrigatoriedade da Cobrança Híbrida via QR Code a partir de novembro, a funcionalidade de Duplicata para pagamentos de títulos via PIX e a adaptação ao split tributário, ligada à reforma sobre o consumo.

Há planos também para iniciativas com horizonte até 2027, que incluem o PIX internacional, o PIX em garantia para liberar crédito com recebíveis futuros, e o modelo offline do PIX por aproximação, além da padronização do PIX Parcelado para ampliar o acesso ao parcelamento a quem não tem cartão de crédito.

Esses avanços apontam para uma ferramenta que passou de simples transferência instantânea para uma infraestrutura de pagamentos, crédito e cobrança, com impacto direto no comércio, nas finanças pessoais e na competitividade entre instituições.