Plantio de figo atrai produtores no Sudoeste de SP, plantio de figo em Itapetininga resiste a chuvas antecipadas com manejo, cal e colheita diária

Produtores do Sudoeste de SP intensificam o plantio de figo em Itapetininga, enfrentam chuvas antecipadas e investem em manejo, colheita e qualidade para manter a produtividade

O plantio de figo na região de Itapetininga segue sendo uma alternativa rentável, mesmo com a chuva que chegou antes do esperado, que tem afetado o tempo de colheita e exigido mudanças práticas no campo.

Pequenos e médios produtores adotam medidas simples, como aplicação de cal, adubação e colheita mais frequente, para reduzir perdas e garantir a qualidade dos frutos, que são vendidos em feiras e para mercados locais.

No acompanhamento desta safra, a expectativa de produtividade e os relatos dos produtores mostram que a atenção ao manejo pode fazer a diferença no resultado financeiro, conforme informação divulgada pelo g1.

Técnicas adotadas pelos produtores

Produtores como José Ronaldo Serigioli e Daniel Nache relatam rotinas intensas para proteger a produção. José Ronaldo, que cultiva figo há quatro anos, acorda às 5h da manhã e faz a colheita manual duas vezes na semana em 200 pés distribuídos em 2 mil metros quadrados.

Ele faz uso de cal nas figueiras para fortalecer as plantas, e foca na uniformidade da produção, mesmo com o clima desfavorável. A aplicação de corretivos e a colheita manual têm sido estratégias centrais para evitar prejuízos.

Em Alambari, o produtor Daniel Nache administra 500 pés em quatro mil metros quadrados, e para ele a saída é aumentar a frequência de retirada dos frutos, com colheita diária e adubação adequada, a fim de reduzir perdas por excesso de chuva.

Expectativa de colheita e números da safra

A safra de figo começou em dezembro e segue até abril e início de maio, e os produtores esperam colher toneladas até o fim do período. José Ronaldo estima colher aproximadamente duas toneladas até o início de maio, enquanto Daniel projeta cerca de 7,5 toneladas até o mesmo período.

Dados da Produção Agrícola Municipal apontam que, em 2024, o município registrou produtividade de 17 toneladas por hectare. Esses números servem de referência para quem planta e comercializa a fruta na região.

Desafios do clima e do mercado

As chuvas antecipadas representam risco para a qualidade e o momento de colheita, porque frutos muito molhados podem apodrecer ou perder valor para o mercado. Por isso, manejo cuidadoso e colheita no ponto certo são fundamentais para manter a competitividade.

Além do clima, produtores mencionam a concorrência de outras regiões e do mercado externo como desafios. A aposta tem sido na qualidade da fruta e na fidelização do consumidor, com vendas diretas em feiras e atendimento a compradores locais.

Rotina e perspectivas para os produtores

O trabalho é manual e de rotina intensa, com cuidados diários em muitos casos. A expectativa de colher toneladas até maio mantém os produtores motivados, e o foco em estratégias simples, porém eficientes, ajuda a reduzir o impacto das chuvas.

Com manejo adequado, uso de corretivos como a cal, adubação e colheita frequente, o plantio de figo no Sudoeste de SP busca transformar adversidade climática em fruto de qualidade para o mercado regional.