quinta-feira, junho 4, 2026

Plantio de figo no Sudoeste de SP: produtores de Itapetininga driblam chuvas antecipadas com manejo, colheita diária e foco na qualidade para colher toneladas até maio

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Produtores de Itapetininga e Alambari intensificam manejo, colocam cal, fazem colheita diária e adubação para minimizar os impactos da chuva antecipada no plantio de figo

O plantio de figo no Sudoeste de SP enfrenta chuvas que chegaram mais cedo neste ano, e produtores locais adotam técnicas para proteger a safra e manter a qualidade da fruta.

O trabalho exige rotina e atenção, com colheita manual em horários específicos e uso de insumos para fortalecer as plantas.

As medidas buscam garantir produtividade e vender em feiras e mercados regionais mesmo com o clima adverso, conforme informação divulgada pelo g1.

Impacto das chuvas e práticas de manejo

A safra de figo, tradicional na região, “safra começou em dezembro e segue até abril e início de maio.” Chuvas antecipadas adiam a hora de colher e aumentam o risco de perdas por excesso de umidade.

Produtores têm intensificado o manejo, com aplicação de cal nas árvores e acompanhamento diário da maturação, para reduzir doenças e manter a qualidade do fruto.

O foco em manejo e em práticas preventivas busca reduzir prejuízos e garantir que a fruta chegue ao consumidor com padrão competitivo.

Casos locais, rotina e metas de colheita

Conforme relatos de produtores, “há quatro anos cultiva figo” é a realidade de quem apostou no cultivo como renda familiar, e a rotina começa cedo para proteger a produção.

Um exemplo é o produtor que informou ter “São 200 pés em uma área de 2 mil metros.” Ele realiza a colheita manual duas vezes por semana e aposta em tratamentos como a cal para fortalecer as plantas.

Outro relato é claro, “Nos quatro mil metros quadrados do produtor Daniel Nache, ele produz 500 pés de figo e espera colher 7,5 toneladas até maio.” Entre as práticas adotadas está a colheita diária e adubação, para lidar com o aumento de chuvas.

Em uma estimativa local, um produtor espera “aproximadamente duas toneladas até o início de maio.” Esses números mostram que, apesar dos desafios, há expectativa de volumes significativos.

Produtividade e competição no mercado

Dados oficiais reforçam o potencial da região, “Dados da Produção Agrícola Municipal apontam que, em 2024, o município registrou produtividade de 17 toneladas por hectare.” Esse índice é referência para planejamento e comparação.

Produtores destacam que o principal desafio não é apenas o clima, mas enfrentar a concorrência de outras regiões e do mercado externo, por isso o investimento em qualidade é central.

Com foco na qualidade e na gestão do tempo de colheita, agricultores buscam fidelizar consumidores e manter a presença em feiras e pontos de venda, mesmo em anos com variação climática.

Perspectiva até maio e próximos passos

O calendário de colheita segue até o início de maio, e as ações adotadas agora, como adubação e manejo preventivo, serão decisivas para a produtividade final.

Para muitos produtores, garantir o padrão de qualidade da fruta é a estratégia para competir e transformar uma safra afetada pelo clima em oportunidade de reforçar marcas locais e relações com compradores.

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