Produtores intensificam práticas no plantio de figo, com aplicação de cal, colheita manual e adubação, para reduzir perdas causadas pelas chuvas antecipadas e manter qualidade
O Sudoeste de São Paulo vive um momento de atenção no cultivo do figo, com produtores adaptando rotinas e manejo para proteger a safra.
Em propriedades de Itapetininga e Alambari, ações simples, como aplicação de cal e colheita mais frequente, têm sido adotadas para evitar perdas.
No campo, a prioridade é manter a qualidade do fruto para competir com outras regiões e com o mercado externo, conforme informação divulgada pelo g1.
Desafios do clima e calendário da safra
Plantio de figo na região enfrenta variações climáticas que mudam a janela de colheita e aumentam o trabalho no campo. Chuvas antecipadas pressionam produtores a ajustar a logística da colheita e cuidados sanitários.
Como aponta a reportagem, “A safra de figo na região de Itapetininga (SP) enfrenta desafios devido às chuvas antecipadas, exigindo estratégias dos produtores.”
O calendário local é concentrado, “A safra começou em dezembro e segue até abril e início de maio.”, o que exige decisões rápidas para não perder qualidade nem volume.
Técnicas e rotina dos produtores
Na prática, pequenos produtores relatam rotinas intensas para preservar a produção. “José Ronaldo Serigioli, que há quatro anos cultiva figo em sua propriedade, acorda às 5h da manhã para fazer a colheita, que é feita duas vezes na semana, de maneira manual.”
Ele detalha a estrutura, “São 200 pés em uma área de 2 mil metros.”, e as medidas de prevenção, “Uma das maneiras que José Ronaldo encontrou foi colocar cal nas figueiras para fortalecer a plantação. Mesmo com as dificuldades que o clima vem causando, ele tem expectativa de colher aproximadamente duas toneladas até o início de maio.”
Em Alambari, o cenário é semelhante, “Em Alambari (SP), a realidade é idêntica. Nos quatro mil metros quadrados do produtor Daniel Nache, ele produz 500 pés de figo e espera colher 7,5 toneladas até maio.”
Para Daniel, a resposta foi aumentar a frequência da colheita e a adubação, “Uma maneira que ele também encontrou para não perder o fruto é realizar uma colheita diária e adubação.”
Economia local e competição no mercado
O figo é fonte de renda para famílias e vendedores locais, com parte da produção destinada a feiras e comércio regional, “É uma das fontes de renda da família, que vende frutas na feira livre da cidade.”
Em termos de produtividade, a referência municipal indica potencial de rendimento, “Dados da Produção Agrícola Municipal apontam que, em 2024, o município registrou produtividade de 17 toneladas por hectare.”
Mesmo com números favoráveis, produtores destacam que a chave para enfrentar a concorrência é a qualidade do fruto, com manejo voltado para aparência e sabor, visando fidelizar consumidores e agregar valor à cadeia do plantio de figo.