Plataforma do governo permite consultar cashback da reforma tributária, simular devolução, acompanhar créditos e ver quanto pagou em impostos sobre consumo
Plataforma em testes em 2026 vai permitir simular o cashback da reforma tributária, consultar notas por CPF, acompanhar créditos e testar o novo IBS antes de 2027
A nova plataforma digital lançada pelo governo permitirá que contribuintes e empresas acompanhem e simulem as regras do novo sistema de impostos sobre o consumo.
Além de calcular tributos, o sistema oferece a possibilidade de simular o cashback da reforma tributária, consultar quanto foi pago de impostos e testar pedidos de ressarcimento em ambiente de testes.
O acesso será feito pelo portal gov.br e a ferramenta funcionará como um ambiente de experimentação ao longo de 2026, conforme informação divulgada pelo g1
Como funciona a plataforma e o que ela oferece
A plataforma integra o processo desde a emissão do documento fiscal, com software da Receita Federal, até o cálculo do tributo, permitindo simulações de pagamento e de pedidos de ressarcimento.
Segundo o subsecretário de Gestão Corporativa da Receita, Juliano Neves, “A plataforma está disponível a partir de hoje. Ela está funcional e já está processando os dados dos documentos fiscais recebidos na última semana. Este é um ano de testes, sem efeito tributário”, o que reforça o caráter experimental antes da vigência plena.
Quem pode usar e como testar
No primeiro momento, o sistema é voltado para empresas, contribuintes com CNPJ e profissionais da contabilidade que emitem nota fiscal, com acesso pelo gov.br.
Pessoas físicas poderão se cadastrar para consultar notas fiscais emitidas em seus CPFs, ponto importante para acompanhar o cashback da reforma tributária quando o benefício entrar em vigor.
Como funciona o cashback da reforma tributária
O mecanismo prevê a devolução de parte do imposto pago por famílias de baixa renda inscritas no CadÚnico, e entra em vigor em janeiro de 2027.
Há dois formatos, desconto e devolução. No desconto, o abatimento é aplicado em contas de serviços essenciais. Como explica Rodrigo Orair, assessor da Secretaria Executiva da Reforma Tributária, “Não é exatamente uma devolução. O imposto é calculado, mas o valor correspondente ao cashback é abatido automaticamente”.
No modelo de devolução, a família identifica o CPF na compra e recebe o crédito posteriormente, com a lei determinando que “a devolução mínima será de 20% do valor da CBS paga”, valor que pode ser ampliado pelo governo, e o crédito será feito em conta na Caixa Econômica Federal.
Prazo de transição e dimensão do sistema
A reforma cria dois novos impostos, a CBS, de competência federal, e o IBS, de competência estadual e municipal, além do Imposto Seletivo sobre produtos prejudiciais à saúde e ao meio ambiente.
O novo modelo passa a valer efetivamente em 2027, com uma transição prevista para durar até 2032, e a expectativa do Serpro é que o sistema monitore “cerca de 500 bilhões de eventos fiscais e financeiros já no primeiro ano de operação, em 2027”.
O lançamento também ocorreu após a sanção da lei que cria o Comitê Gestor do IBS, responsável por administrar, fiscalizar e coordenar a operacionalização do novo imposto, com União, estados e municípios atuando de forma integrada.