quinta-feira, junho 4, 2026

Preço do ouro se aproxima de US$ 5.600 após ameaças de Trump ao Irã, desvalorização do dólar e aumento da busca por ativos seguros eleva prata e petróleo

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Tensão entre EUA e Irã dispara procura por ouro e prata, dólar em baixa pressiona mercados, preço do ouro sobe mais de US$ 300 na Ásia e alcança recorde histórico

O aumento das tensões entre Estados Unidos e Irã fez disparar a procura por metais preciosos, em especial o preço do ouro, que se aproximou de US$ 5.600 por onça nesta quinta-feira.

Investidores recorreram ao ouro e à prata como proteção diante do cenário geopolítico e da desvalorização do dólar, elevando também os preços do petróleo e pressionando ativos de risco.

Os fatos e declarações que movimentaram os mercados foram detalhados pela imprensa nacional e internacional, conforme informação divulgada pelo g1.

Como os fatos elevaram o preço do ouro

O metal chegou a subir mais de US$ 300 em determinado momento da sessão no mercado asiático, superando US$ 5.595 por onça, segundo reportagens citadas pelo g1. A cotação ficou próxima de US$ 5.600, o equivalente a mais de R$ 29 mil por onça, e estabeleceu novo recorde histórico.

A alta foi precipitada por declarações do presidente americano, que exigiu que Teerã negocie um acordo sobre seu programa nuclear, e por ameaças de ação militar. Em sua plataforma, o presidente escreveu, “Esperamos que o Irã se sente em breve à mesa para negociar um acordo justo e equilibrado para todas as partes, ARMAS NUCLEARES NÃO”.

O presidente também afirmou estar “pronto, disposto e capacitado para cumprir rapidamente sua missão, com força e rapidez, se necessário”, e declarou que “O próximo ataque será muito pior. Não deixem que isso volte a acontecer”, comentários que intensificaram a aversão ao risco no mercado.

Pressão sobre o dólar e efeitos na prata e no mercado físico

A desvalorização do dólar contribuiu para que o preço do ouro subisse com mais força, já que bens denominados em dólares ficam mais atrativos para detentores de outras moedas. O secretário do Tesouro dos EUA afirmou, “os Estados Unidos sempre tiveram uma política de dólar forte”, mas a moeda seguiu pressionada após declarações do presidente que apoiaram a desvalorização.

Com o ouro acima de recordes, investidores e pequenos compradores migraram para a prata. Em Hong Kong, barras de prata esgotaram-se rapidamente em lojas, e consumidores compraram metal físico por considerar o ouro “caro demais”, disse Ken Wong, aposentado de 65 anos, citado pelas agências.

Impacto em energia e percepções de risco

Além dos metais, a escalada das tensões elevou os preços do petróleo em quase 2%, com o West Texas Intermediate alcançando o nível mais alto desde setembro e o Brent do Mar do Norte registrando sua maior cotação desde julho. A preocupação com oferta em meio a risco geopolítico pressionou ainda mais os mercados.

A imprensa também noticiou a presença de um grupo de ataque naval americano liderado pelo porta-aviões USS Abraham Lincoln em águas do Oriente Médio, o que ampliou as preocupações sobre uma possível ação militar.

Visão dos analistas e cenário para os investidores

Para analistas do mercado, a movimentação do ouro reflete uma queda na confiança nas políticas e nas instituições, mais do que apenas temor de recessão. Como afirmou o analista Stephen Innes, “O ouro é o oposto da confiança. Quando a credibilidade das políticas enfraquece, o metal deixa de atuar apenas como proteção e passa a ser uma alternativa. É isso que estamos vendo agora. Não se trata de medo de recessão”.

Em meio ao clima incerto, investidores que buscam proteção tendem a privilegiar ativos considerados seguros, como o ouro e a prata, enquanto movimentos nos preços do petróleo e na moeda americana devem continuar reagindo a declarações políticas e a sinais de escalada bélica.

Fontes: conforme informação divulgada pelo g1, com referências a reportagens internacionais citadas pelo veículo.

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