Preço do ouro sobe perto de US$ 5.600 após ameaças de Trump ao Irã, dólar em queda e investidores migrando para ativos seguros, entenda as consequências
Movimento elevou ouro a patamar recorde, perto de US$ 5.600 por onça, após declarações de Trump que ampliaram temores sobre o Irã, aumentando a busca por proteção e pressionando o dólar
O mercado do ouro registrou uma alta abrupta e alcançou um novo recorde com cotação próxima de US$ 5.600 por onça, em um movimento impulsionado por tensões entre Estados Unidos e Irã e pela desvalorização do dólar.
A valorização também levou a uma procura momentânea por prata, já que alguns investidores migraram para alternativas quando o ouro se tornou muito caro.
A escalada reflete combinação de risco geopolítico e fluxo para ativos considerados de proteção, com impacto em mercados de metais e energia.
conforme informação divulgada pelo g1
O que motivou a alta e as declarações de Trump
O salto do ouro ocorreu após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em que exigiu que Teerã negocie um acordo sobre seu programa nuclear e afirmou estar “pronto, disposto e capacitado para cumprir rapidamente sua missão, com força e rapidez, se necessário”.
Em posts em sua plataforma, Trump escreveu, “Esperamos que o Irã se sente em breve à mesa para negociar um acordo justo e equilibrado para todas as partes, ARMAS NUCLEARES NÃO”, e acrescentou, “O próximo ataque será muito pior. Não deixem que isso volte a acontecer”.
Esses comentários elevaram o apetite por proteção, levando o ouro a subir mais de US$ 300 em parte da sessão asiática, superando US$ 5.595 por onça.
Dados de mercado e consequências imediatas
O preço do ouro chegou a ficar próximo de US$ 5.600 por onça, o que equivale a mais de R$ 29.000 por onça na cotação informada, segundo a cobertura sobre o episódio.
Além do metal precioso, os preços do petróleo também subiram, com o West Texas Intermediate e o Brent avançando em torno de quase 2 por cento, diante de preocupações sobre oferta em uma região tensa.
O dólar, por sua vez, permaneceu pressionado, mesmo após declarações oficiais sobre política cambial, e isso contribuiu para que o preço do ouro subisse ainda mais na perspectiva de investidores que buscam proteção contra volatilidade.
Reações de analistas e comportamento dos investidores
O analista de mercados Stephen Innes avaliou, “O ouro é o oposto da confiança. Quando a credibilidade das políticas enfraquece, o metal deixa de atuar apenas como proteção e passa a ser uma alternativa. É isso que estamos vendo agora. Não se trata de medo de recessão”.
Em centros financeiros como Hong Kong, a alta do preço do ouro tornou barras inacessíveis para parte do público, levando compradores a optar temporariamente por prata, que teve aumento pontual na demanda.
Um caso ilustrativo foi o de Ken Wong, aposentado de 65 anos, que entrou na fila cedo e conseguiu adquirir cinco barras de prata, dizendo que o ouro havia ficado “caro demais” para compras rápidas.
O que observar nas próximas semanas
Analistas e investidores devem monitorar novas declarações sobre o conflito entre EUA e Irã, movimentos do dólar e indicadores de demanda por metais preciosos, porque esses fatores tendem a manter a volatilidade nos preços.
Além disso, sinais de oferta no mercado de metais e a atuação de forças navais na região, como o grupo de ataque liderado pelo porta-aviões USS Abraham Lincoln, podem agravar ou aliviar as pressões sobre preços em curto prazo.
A leitura conjunta desses elementos vai influenciar se o preço do ouro sustenta níveis recordes ou se haverá realização e ajuste nos mercados.