Preço do ouro supera US$ 5.100 e bate recorde histórico, com alta de 64% em 2025, pressão de bancos centrais e busca por ativos de proteção

Preço do ouro segue acima de US$ 5.100 por onça, com investidores buscando proteção diante de tensões geopolíticas, compras da China e política monetária mais flexível dos EUA

O mercado do ouro atingiu novas marcas enquanto investidores migravam para ativos de proteção em meio a um cenário global mais incerto.

Movimentos recentes de políticos e sinais de política monetária nos Estados Unidos aumentaram a demanda por metais preciosos.

Os dados e declarações foram compilados em reportagem publicada pelo g1, com base em informações da Reuters, conforme informação divulgada pelo g1.

Por que o preço do ouro disparou

O ouro alcançava um novo recorde, acima de US$ 5.100 ( cerca de R$ 27,2 mil) por onça, nesta segunda-feira (26), ampliando uma valorização histórica à medida que investidores buscavam proteção diante do aumento das incertezas geopolíticas.

O ouro à vista avançava 2,2%, para US$ 5.089,78 por onça, após ter atingido mais cedo o pico histórico de US$ 5.110,50.

Já os contratos futuros do metal nos Estados Unidos, com vencimento em fevereiro, registravam alta semelhante, para US$ 5.086,30 por onça.

Analistas apontam que a combinação de aversão ao risco, política monetária mais flexível nos EUA e compras de bancos centrais motivou a escalada dos preços.

Segundo um analista citado na reportagem, a situação política recente nos Estados Unidos gerou apreensão nos mercados. Kyle Rodda, analista sênior da Capital.com, afirmou que o principal fator recente por trás da disparada é “uma crise de confiança na administração e nos ativos dos Estados Unidos, provocada por decisões erráticas do governo Trump na semana passada”.

Dados e forças de demanda

O metal acumula valorização de 64% em 2025, o maior ganho anual desde 1979.

Além disso, houve destaque para o décimo quarto mês seguido de aquisições pela China em dezembro, o que reforça a demanda institucional pelo ouro.

Na semana passada, os preços atingiram máximas consecutivas e já acumulam alta superior a 18% neste ano.

Especialistas projetam que o preço do ouro pode se aproximar de US$ 6.000 ainda este ano, diante do agravamento das tensões globais e da forte demanda de bancos centrais e investidores individuais.

Impacto em outros metais preciosos

A prata à vista subia 4,8%, para US$ 107,903, após atingir o recorde de US$ 109,44.

A platina avançava 3,4%, para US$ 2.861,91 por onça, depois de alcançar US$ 2.891,6 no início da sessão.

Já o paládio se valorizava 2,5%, para US$ 2.060,70, após atingir o maior nível em mais de três anos.

Na sexta-feira (23), a prata ultrapassou a marca de US$ 100 pela primeira vez, ampliando a alta de 147% registrada no ano passado.

O que vem pela frente

O entorno político e decisões de tarifas e comércio seguem no radar, e qualquer nova escalada de incerteza tende a reforçar a busca por preço do ouro como proteção.

Investidores que acompanham o mercado de metais devem observar movimentos de compra de bancos centrais, relatórios de estoques físicos e sinais da política monetária dos EUA, pois esses fatores continuam a influenciar o preço do ouro no curto e no médio prazo.

Em resumo, a combinação de incerteza geopolítica, compras institucionais e fluxo para fundos de ouro explica por que o preço do ouro alcançou níveis históricos e mantém os olhos do mercado voltados para o metal.