Presidente interina da Venezuela Delcy Rodríguez nomeia Calixto Ortega Sánchez para chefiar área econômica, movimento sob pressão dos EUA e incertezas sobre o petróleo
Delcy Rodríguez transfere a coordenação econômica a Calixto Ortega Sánchez, passo visto como essencial para conter a desvalorização e negociar com os Estados Unidos
Presidente interina da Venezuela anuncia mudança na equipe econômica, em uma decisão marcada por pressões externas e pela necessidade de estabilizar a economia.
A nomeação põe fim ao período em que a presidente interina acumulava a coordenação econômica, e sinaliza prioridade na gestão das finanças e do setor de hidrocarbonetos.
As informações sobre a mudança foram divulgadas pelo g1, conforme informação divulgada pelo g1
Quem é o novo responsável pela economia
Calixto Ortega Sánchez foi nomeado vice-presidente da área econômica, cargo que a gestão anterior considerava estratégico.
Ortega Sánchez presidiu o Banco Central da Venezuela entre 2018 e 2025, e antes atuou na indústria do petróleo, histórico que a nova administração destaca para a articulação entre política monetária e setor energético.
Contexto econômico e metas anunciadas
A Venezuela enfrenta um cenário complexo, com uma desvalorização da moeda local próxima de 500%, dado que reacende temores de nova hiperinflação.
A presidente interina citou projeções positivas ao comentar a transição, e afirmou, em entrevista à TV estatal, que “Até o fim de 2026, esperamos consolidar os resultados de 2025 e avançar ainda mais“, ao citar a estimativa de crescimento de 6,5% da Cepal para 2025.
Alterações de política e prioridades imediatas
Durante o período mais agudo da crise, a equipe econômica sob a coordenação de Delcy flexibilizou controles e liberou o uso do dólar, medidas que continuam sendo referência para ajustes futuros.
A nova equipe terá como prioridades conter a alta da moeda, revisar expectativas de crescimento para 2026, e equilibrar reformas que mantenham fluxo de capitais sem provocar perda de poder aquisitivo.
Relação com os Estados Unidos e o futuro do petróleo
A decisão ocorre sob forte atenção dos Estados Unidos, que impuseram sanções desde 2019 e, mais recentemente, promoveram ação militar que resultou na captura de Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, acusados nos EUA de narcotráfico.
O governo americano já demonstrou interesse nas reservas de petróleo venezuelano, e analistas veem na nomeação uma possibilidade de abertura para flexibilizar o embargo, se houver avanços nas negociações bilaterais.
Especialistas avaliam que a formação comandada por Ortega Sánchez terá de conciliar pressões externas, desafios fiscais internos, a restauração da confiança no sistema financeiro, e a definição do papel da estatal petrolífera no novo cenário.