Presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, nomeia novo chefe da área econômica para tentar recuperar a economia, aliviar sanções dos EUA e definir futuro do petróleo

Presidente interina da Venezuela busca recuperar crescimento, conter desvalorização de quase 500% da moeda e negociar flexibilização de sanções, enquanto define rumos do petróleo

A nomeação de uma nova liderança econômica representa o primeiro movimento administrativo relevante desde a chegada de Delcy Rodríguez ao comando do país.

A mudança ocorre em meio a forte pressão dos Estados Unidos e dúvidas sobre o futuro da petroleira estatal, e abre caminho para possíveis negociações sobre o embargo vigente desde 2019.

Os desafios incluem conter a desvalorização da moeda, abordar riscos de hiperinflação e tentar consolidar o crescimento projetado para 2025, conforme informação divulgada pelo g1

Quem assumiu e qual a experiência dele

A presidente interina designou como vice-presidente da área econômica Calixto Ortega Sánchez, um técnico com experiência no setor financeiro e em hidrocarbonetos.

Calixto Ortega Sánchez foi presidente do Banco Central da Venezuela entre 2018 e 2025, e, antes disso, trabalhou na indústria do petróleo, segundo a cobertura do g1.

A escolha sinaliza prioridade em credenciais técnicas, com ênfase em restauração de credibilidade e coordenação entre política monetária e setor de hidrocarbonetos.

Metas, números e riscos imediatos

Em rede estatal, Delcy Rodrigues afirmou, “Até o fim de 2026, esperamos consolidar os números de 2025 e crescer ainda mais”, citando a estimativa de crescimento de 6,5% da Cepal para 2025, relatada pelo g1.

O cenário econômico permanece complexo, com a desvalorização da moeda local de quase 500%, um dado que reacende temores de hiperinflação e exige ajustes coordenados de política fiscal e cambial.

Especialistas consultados pela imprensa melhoraram projeções para 2026 com a nova gestão, mas alertam para a necessidade de reformas que estimulem produção, receitas em divisas e confiança dos investidores.

Pressão dos Estados Unidos e o futuro do petróleo

A transição ocorre sob estreita atenção de Washington, com negociações sobre sanções e interesses estratégicos nas reservas de petróleo venezuelanas.

O g1 informa que, politicamente, a administração norte-americana tem agido de forma contundente na crise venezuelana, e que a nova gestão poderá ter margem para tentar uma flexibilização do embargo imposto desde 2019.

Analistas ressaltam que o destino da petroleira estatal e de contratos com empresas estrangeiras será central para recuperar receitas, estabilizar a moeda e garantir abastecimento interno.

O que esperar nos próximos meses

A nomeação de Ortega Sánchez coloca no centro do governo a tentativa de combinar experiência em petróleo e central bancário para gerar sinais de estabilidade.

Apesar das incertezas geopolíticas e econômicas, a nova equipe promete priorizar crescimento, recuperação fiscal e diálogo com atores internacionais, metas consideradas essenciais para enfrentar a desvalorização e a possível pressão inflacionária.

O desfecho dependerá das medidas concretas, da receptividade dos mercados e do andamento das negociações sobre sanções, segundo a cobertura inicial feita pelo g1.