Presidente interina da Venezuela nomeia Calixto Ortega Sánchez como novo chefe da área econômica, movimento ocorre sob pressão dos EUA e incerteza sobre o petróleo
Delcy Rodríguez anunciou a mudança na equipe econômica, esperando consolidar os avanços de 2025 e abrir caminho para negociações sobre sanções e petróleo
Presidente interina da Venezuela Delcy Rodríguez nomeou nesta terça-feira, 6 de janeiro, o novo responsável pela equipe econômica, cargo que ela ocupava desde a queda de Nicolás Maduro.
A indicação recaiu sobre Calixto Ortega Sánchez, que foi nomeado vice-presidente da área econômica e chega com experiência no Banco Central e na indústria do petróleo.
O anúncio ocorre em um momento de forte atenção internacional e debate sobre sanções e o futuro dos recursos petrolíferos, conforme informação divulgada pelo g1.
Quem é o novo chefe econômico
Calixto Ortega Sánchez presidiu o Banco Central da Venezuela entre 2018 e 2025, e antes disso atuou na indústria do petróleo.
Seu currículo técnico e a experiência na área financeira são apresentados pela nova administração como elementos-chave para enfrentar a complexa conjuntura econômica.
Medidas econômicas e metas da gestão
Delcy, que era vice-presidente e acumulava o cargo de ministra de Hidrocarbonetos e a coordenação da política econômica, afirmou à TV estatal, “Até o fim de 2026, esperamos consolidar os resultados de 2025 e avançar ainda mais“.
A nova equipe terá como prioridade sustentar a recuperação iniciada com a flexibilização de controles e a abertura ao dólar, políticas implementadas por Delcy durante a fase mais aguda da crise.
Riscos imediatos e indicadores
O cenário econômico do país segue frágil, com a moeda local registrando uma “desvalorização da moeda local próxima de 500%“, o que reacende temores de nova hiperinflação.
Apesar disso, especialistas revisaram para cima suas expectativas para 2026 com Delcy à frente do governo, e há menções a uma estimativa de crescimento de 6,5% da Cepal para 2025.
Pressão externa, sanções e o futuro do petróleo
A decisão foi tomada sob pressão dos Estados Unidos e em meio a discussões sobre flexibilização do embargo que vigora desde 2019.
O g1 também destaca que o presidente americano Donald Trump “ordenou o bombardeio a Caracas que resultou na captura de Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, acusados de narcotráfico nos Estados Unidos”, e que há interesse declarado nas reservas de petróleo venezuelanas, tema central nas negociações internacionais.
Com Ortega na economia, a administração de Delcy busca sinalizar estabilidade técnica e abertura para diálogo, enquanto tenta equilibrar pressões externas, riscos internos e o futuro de uma petroleira nacional incerto.