quinta-feira, junho 4, 2026

Presidente interina da Venezuela nomeia Calixto Ortega Sánchez como novo chefe da área econômica, sinaliza ajuste nas políticas e enfrenta pressão dos EUA sobre o petróleo

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Delcy Rodríguez nomeia vice-presidente econômico, busca consolidar crescimento de 2025 e negociar flexibilizações com os Estados Unidos diante de cenário cambial crítico

A presidente interina da Venezuela anunciou a nomeação de um novo responsável pela equipe econômica, cargo que Delcy Rodríguez acumulava até a recente queda do governo anterior.

A decisão, apontada como prioridade por sua gestão, coloca um nome com experiência em política monetária e no setor de hidrocarbonetos à frente do esforço de recuperação.

O movimento ocorre em meio a forte atenção internacional, pressão dos Estados Unidos e debates sobre sanções e o futuro do petróleo venezuelano, conforme informação divulgada pelo g1.

Perfil do novo vice-presidente econômico

Foi nomeado para o cargo o economista Calixto Ortega Sánchez, que assumirá como vice-presidente da área econômica.

Ortega Sánchez presidiu o Banco Central da Venezuela entre 2018 e 2025, e antes disso atuou na indústria do petróleo, segundo a cobertura do g1.

A escolha reúne experiência em política monetária e conhecimento do setor de hidrocarbonetos, áreas centrais para a recuperação econômica planejada pela nova administração.

Metas e sinais da nova gestão

A presidente interina destacou ambições econômicas ao citar previsões otimistas, incluindo a estimativa de crescimento da Cepal para 2025.

Em declaração à TV estatal, Delcy Rodríguez afirmou, “Até o fim de 2026, esperamos consolidar os resultados de 2025 e avançar ainda mais”, disse Delcy Rodríguez à TV estatal, ao citar a estimativa de crescimento de 6,5% da Cepal para 2025.

Delcy, que era vice-presidente e ministra de Hidrocarbonetos, coordenou a flexibilização de controles e a liberação do uso do dólar no período mais agudo da crise, medidas que agora serão complementadas pela equipe econômica liderada por Ortega Sánchez.

Desafios econômicos e geopolíticos

O cenário enfrenta riscos importantes, entre eles a desvalorização da moeda local próxima de 500%, o que reacende temores sobre uma possível nova hiperinflação.

Especialistas, porém, já revisaram para cima suas expectativas para 2026 com Delcy à frente do governo, apontando que ajustes nas políticas e alívio de sanções poderiam sustentar a recuperação.

Ao mesmo tempo, a nomeação ocorre sob forte atenção dos Estados Unidos, que demonstram interesse nas reservas de petróleo venezuelanas, enquanto a nova presidente interina defende uma relação pautada pelo equilíbrio e pelo respeito, conforme a reportagem do g1.

Impacto para a indústria do petróleo

A ofensiva internacional e possíveis flexibilizações do embargo em vigor desde 2019 colocam dúvidas sobre o futuro da estatal PDVSA e sobre como serão retomados investimentos no setor.

A combinação entre experiência do novo vice-presidente, metas de crescimento e pressão externa coloca a economia venezuelana em um momento de transição, com decisões que poderão definir a velocidade de recuperação e a dinâmica das relações com os Estados Unidos.

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