quinta-feira, junho 4, 2026

Prévia do PIB do Banco Central: IBC-Br cresce 0,7% em novembro, indústria puxa alta, mercado prevê PIB de 2,26% em 2025 com juros em 15%

Share

Prévia do PIB mostra recuperação mensal após três quedas, com indústria em alta, agro em queda e serviços avançando, impacto sobre política de juros e perspectivas para 2025

O Banco Central divulgou o indicador conhecido como Prévia do PIB, o IBC-Br, e mostrou que a atividade econômica cresceu 0,7% em novembro na comparação com outubro, com ajuste sazonal.

A alta de novembro foi a primeira em três meses, e veio acompanhada de variações setoriais distintas, com a indústria puxando o resultado, enquanto a agropecuária recuou.

Os dados mostram também crescimento de 1,2% em relação a novembro de 2024, e expansão de 1,3% no acumulado dos 11 primeiros meses de 2024, conforme informação divulgada pelo g1.

Detalhes do resultado de novembro

O indicador IBC-Br avançou 0,7% em novembro na comparação com o mês anterior, após ajuste sazonal. Na comparação anual, sem ajuste, a prévia do PIB subiu 1,2% frente a novembro de 2024.

O desempenho setor a setor em novembro foi o seguinte, segundo o BC, Agropecuária: -0,3%, Indústria: 0,8%, Serviços: 0,6%.

O BC também informou que o índice cresceu 1,3% no acumulado dos 11 primeiros meses de 2024, e que a expansão em 12 meses até novembro foi de 1,2%.

Juros, expectativas e efeito sobre a atividade

A desaceleração da atividade em 2025 já era esperada pelo mercado e pelo próprio Banco Central, em razão do elevado nível da taxa de juros. A Selic está, atualmente, em 15% ao ano, o maior patamar em quase 20 anos.

O BC tem dito que os juros permanecerão neste patamar por um “período bastante prolongado“, e analistas dos bancos preveem cortes apenas em 2026, segundo projeções de mercado.

O mercado financeiro estima uma taxa de crescimento do PIB de 2,26% em 2025, contra 3,4% no ano passado. O BC avalia que a desaceleração é um “elemento necessário para a convergência da inflação à meta [de inflação, de 3%]“. No comunicado do Copom de dezembro, o BC informou que o chamado “hiato do produto” segue positivo.

O que é a Prévia do PIB e como ela difere do PIB oficial

O IBC-Br é considerado a prévia do PIB, mas sua metodologia é diferente da do IBGE. O indicador do BC incorpora estimativas para agropecuária, indústria, serviços e impostos, porém não considera o lado da demanda, que faz parte do cálculo do PIB oficial.

Por isso, o IBC-Br serve como uma ferramenta importante para o Banco Central acompanhar a atividade em tempo quase real e subsidiar decisões sobre a taxa básica de juros.

Implicações para quem acompanha a economia

A alta de novembro interrompe uma sequência de quedas, mas não muda a expectativa de desaceleração para 2025, diante da política monetária restritiva. Setores mostram trajetórias diferentes, com a indústria em recuperação, enquanto a agropecuária segue em retração.

Analistas e investidores acompanharão os próximos dados e eventuais sinais do BC sobre a duração do atual patamar de juros, para avaliar o impacto na atividade, no emprego e nos investimentos ao longo do ano.

Leia Mais

Fique por dentro