Produtores de Tabatinga e Pirajuí colhem safra do tomate em estufas, enfrentam calor extremo, usam controle biológico e vendem orgânicos por até R$ 7/kg
Safra do tomate em estufa mantém expectativa de aumento de produção, com plantas mais vigorosas, manejo orgânico e práticas de colheita que garantem resistência no transporte e mercado
Produtores de Tabatinga e Pirajuí, no interior de São Paulo, iniciaram a colheita de uma safra do tomate com expectativas positivas, apesar do calor intenso nas estufas.
O cultivo protegido e o controle biológico são apontados como pilares para manter a qualidade, permitindo a venda de tomates orgânicos por até R$ 7/kg no mercado paulista.
Além da produção, os agricultores adotam técnicas de colheita para aumentar a durabilidade do fruto durante o transporte e atender compradores na capital.
conforme informação divulgada pelo g1
Desenvolvimento e expectativa de produtividade
O produtor Luciano Donizete Capana, de Tabatinga, contou que a lavoura mostra sinais de vigor e que há otimismo em relação à produção, “A gente já tem uma expectativa positiva, As plantas este ano parecem estar mais vigorosas, então arriscamos dizer que teremos uma produção melhor do que a da safra passada”, disse ele.
Luciano cultiva cerca de 20 mil pés de variedades como salada, italiano e grape, todos em estufas para proteger contra clima e pragas, e assim buscar maior regularidade na oferta.
Calor nas estufas, risco de aborto floral e manejo
O calor permanece como o principal desafio das culturas protegidas, “Dentro da estufa, a temperatura chega a 48, 50 graus no pico do dia, Com isso, as flores abortam, o que reduz a produção das plantas”, explicou o produtor, apontando impacto direto na produtividade.
Produtores têm ajustado ventilação, sombreamento e manejo hídrico para reduzir os picos térmicos e minimizar abortos florais, medidas essenciais para manter a safra do tomate.
Controle biológico e mercado para orgânicos
Na safra anterior, uma praga diminuiu a produtividade, mas foi controlada com práticas de controle biológico rigoroso, alinhadas à produção orgânica, sem uso de defensivos químicos.
Essa estratégia agrega valor ao produto, e o tomate orgânico chega a ser comercializado por até R$ 7/kg no mercado de São Paulo, o que melhora a margem para os produtores.
Técnicas de colheita e comercialização
Em Pirajuí, o produtor Bruno Henrique Marcato optou pelo tomate italiano em estufa, cultivando cerca de 6 mil pés, e destaca a resistência da cultura, “O tomate é mais resistente a viroses que o pepino, e o trato cultural é um pouco mais simples que o do pimentão, Acredito que possa gerar uma renda razoável”, afirmou.
Bruno colhe frutos ainda mais verdes para aumentar a durabilidade no transporte e mira um preço mínimo de R$ 50 por caixa, apoiado por parceiros comerciais já estabelecidos.
A combinação de estufas, manejo orgânico e técnicas de colheita dá fôlego à safra do tomate na região, com produtores buscando equilibrar produção, qualidade e acesso ao mercado.