Protestos contra ICE nos EUA se espalham por todo o país após mortes de civis, com ruas lotadas, comércios fechados e prisões de jornalistas
Após mortes de Renee Good e Alex Pretti, protestos contra ICE atingem cidades de Washington a Massachusetts, com estudantes nas ruas e comércios fechando
Milhares de pessoas saíram às ruas em diversas cidades norte-americanas para manifestar repúdio às operações do ICE e às políticas do governo, em uma mobilização que ganhou escala nacional.
As manifestações ocorreram em locais tão distantes quanto o estado de Washington e a região da Nova Inglaterra, e reuniram multidões em Minneapolis, Los Angeles, Houston, Nova York, Atlanta, Portland e Detroit.
Comércios e restaurantes fecharam em demonstração de solidariedade, e estudantes deixaram as aulas para participar dos atos, num movimento motivado pelas mortes recentes de civis durante abordagens do ICE, conforme informação divulgada pelo g1
O que motivou os protestos
A onda de manifestações foi alimentada pelas mortes de civis em confrontos envolvendo agentes federais de imigração. Segundo a cobertura do g1, Renee Good, uma mãe de 37 anos, foi morta em 7 de janeiro por um agente do ICE.
Outra morte que provocou forte reação ocorreu em 24 de janeiro, quando o enfermeiro Alex Pretti foi, segundo a mesma apuração, ‘atingido por dez tiros por agentes do ICE em 24 de janeiro, foi rotulado de ‘encrenqueiro’ por Donald Trump’. Essas informações impulsionaram protestos em várias cidades.
Como as ruas reagiram e a presença nas manifestações
As ruas ficaram lotadas apesar do frio intenso em algumas regiões, com relatos de temperaturas chegando a -17°C. Manifestantes carregaram cartazes críticos ao presidente Donald Trump e à atuação do ICE, e muitos comércios optaram por fechar temporariamente.
Participantes relataram tensão e revolta. Uma manifestante declarou que ‘Eu moro aqui (…) e não acho que nosso governo deva nos aterrorizar dessa forma’, e outra, identificada como Connie, afirmou que ‘Estamos tentando expulsá-los daqui’, segundo as informações divulgadas pelo g1.
Reações oficiais e investigações em curso
O governo federal deu respostas variadas. Em vídeo e publicações, o presidente criticou manifestantes e classificou o comportamento de alguns como fomentador de violência. Seu enviado, Tom Homan, afirmou à Fox News que Trump ainda pretende ‘prosseguir com a deportação em massa’.
Ao mesmo tempo, o Departamento de Justiça anunciou a abertura de uma investigação sobre a morte de Alex Pretti, focando na violação de seus direitos fundamentais, e descreveu o procedimento como ‘padrão’, segundo o g1.
Em Minneapolis, a música também entrou nas homenagens, com o cantor Bruce Springsteen subindo ao palco para tocar uma composição feita em homenagem às vítimas, conforme apurado pelo g1.
Prisões de jornalistas e críticas à repressão
No contexto das manifestações, houve prisões de jornalistas, o que gerou condenação de entidades de defesa da imprensa. A procuradora-geral Pam Bondi divulgou ter supervisionado ‘pessoalmente’ a prisão do ex-âncora Don Lemon, que enfrenta processo por suposta obstrução em cobertura de protesto em uma igreja em Minnesota.
Don Lemon declarou ‘Não vou parar agora’, e afirmou que ‘Nunca foi tão importante ter uma mídia livre e independente que traga a verdade à tona e responsabilize os poderosos’, segundo a cobertura do g1. O Comitê para a Proteção dos Jornalistas classificou as ações como um ‘ataque flagrante’ à imprensa.
Embora jornalistas tenham sido detidos, a imprensa informa que a maioria foi liberada, e Don Lemon deve responder em audiência no tribunal federal em Minneapolis no início de fevereiro, conforme noticiado pelo g1.
As mobilizações prosseguem enquanto ativistas, autoridades e a sociedade debatem o papel das agências de imigração, a condução das operações e o limite entre segurança e direitos civis. A pressão nas ruas reflete um país dividido e vigilante sobre casos de violência que envolvem agentes federais, segundo as apurações do g1.