quinta-feira, junho 4, 2026

Protestos contra o ICE mobilizam EUA em mais de 300 atos, com pedidos de fim das operações após mortes em operações federais e investigação do DOJ

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Movimento nacional reúne manifestações em centros de detenção, aeroportos e escritórios públicos, após casos que ativistas dizem revelar padrão de força excessiva da fiscalização migratória

Organizados por grupos que pedem mudanças nas políticas de imigração, os atos marcam um fim de semana de grande mobilização por todo o país.

Os protestos criticam as táticas do Serviço de Imigração e Alfândega, e há pedidos para que o órgão deixe áreas como Minnesota, onde ocorreram confrontos recentes.

Os eventos também têm objetivo de pressionar por reformas e por apurações sobre mortes em operações federais, conforme informação divulgada pelo g1.

Escala e agenda dos protestos

Segundo relatos, Mais de 300 eventos são esperados em todos os 50 estados e em Washington, D.C., em atos organizados pelo movimento intitulado ICE Fora de Todos os Lugares, e pelo grupo 50501.

Os organizadores programaram manifestações nos arredores de centros de detenção, em escritórios do Serviço de Imigração e Fiscalização Aduaneira dos Estados Unidos, e em sedes de governos locais.

Manifestantes também planejam se reunir em aeroportos para criticar companhias aéreas que transportam pessoas deportadas, e para aumentar a visibilidade nacional das demandas.

Casos que impulsionaram a mobilização

Ativistas apontam mortes ocorridas em operações do ICE como gatilho para a onda de protestos. Entre os casos citados estão as mortes de civis em operações federais, incluindo incidentes em Minneapolis, no Texas e em Los Angeles.

Pretti, um enfermeiro de 37 anos, foi baleado por agentes do ICE durante a Operação Metro Surge, que deslocou 3 mil homens para a área metropolitana de Minneapolis, e o Departamento de Justiça dos EUA abriu uma investigação de direitos civis sobre o caso.

Outros casos mencionados pelos organizadores incluem a morte de Geraldo Campos em um centro de detenção no Texas e o disparo contra Keith Porter Jr., por um agente do ICE de folga em Los Angeles, situações que ativistas dizem refletir um padrão de militarização.

Reação política e risco de paralisação

O impacto político das manifestações chega ao Congresso, onde o financiamento do ICE tornou-se um ponto de impasse orçamentário.

Senadores democratas defendem o bloqueio de recursos para o Departamento de Segurança Interna até que reformas no ICE sejam implementadas, e a disputa contribuiu para uma situação de paralisação parcial do governo.

Enquanto isso, o governo e a oposição chegaram a acordos temporários para manter parte das funções, e decisões sobre votação separada de verbas seguem sob negociação.

Rumos e efeitos esperados

Além das mobilizações locais, o movimento tem atraído atenção pública e cultural, com grandes atos em cidades como Minneapolis e apoio de artistas em eventos beneficentes.

Organizadores esperam que a pressão nas ruas, combinada com investigações e debates no Congresso, leve a mudanças nas práticas do ICE e a maior responsabilização por operações que resultem em mortes.

Analistas defendem atenção às investigações em curso e ao desenrolar das negociações orçamentárias, já que desdobramentos podem afetar políticas de imigração e o funcionamento de agências federais.

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