Plano visa afastar forças ucranianas e criar margem para movimentos além da fronteira, com inspeções ao agrupamento ‘Norte’ e supervisão das Forças Armadas russas
O chefe do Estado-Maior russo, Valery Gerasimov, afirmou que as forças russas estão ampliando posições no nordeste da Ucrânia, com avanços sobre defesas locais.
Segundo as informações, o objetivo declarado é estabelecer uma zona-tampão nas regiões de Sumy e Kharkiv, para afastar unidades ucranianas e se posicionar para operações futuras.
As declarações foram divulgadas por agências russas e pela Reuters, conforme informação divulgada pelo g1
O que Gerasimov disse sobre os avanços
Valery Gerasimov relatou, em inspeção ao agrupamento ‘Norte’, que “as tropas russas estão avançando sobre as defesas ucranianas”, e que o movimento é feito de forma confiante, penetrando cada vez mais nas linhas adversárias.
Ele também informou que o presidente Vladimir Putin ordenou a expansão da zona-tampão nas regiões de Sumy e Kharkiv, na Ucrânia, em 2026, com a intenção de criar espaço operacional ao longo da fronteira.
O papel do agrupamento ‘Norte’ e a supervisão militar
O agrupamento ‘Norte’, criado no início de 2024, atua no nordeste ucraniano, e Gerasimov inspecionou as tropas desse grupo, realizando reunião em um posto de comando para avaliar progresso e logística.
Autoridades russas destacam que a medida busca afastar as forças ucranianas da linha de fronteira, e preparar o terreno para novos avanços, segundo relatos de agências de notícias.
Contexto das negociações e riscos na região
A informação sobre a ampliação da zona-tampão surge no momento em que há tentativa de negociações de paz, mediadas por líderes internacionais, e após tensão por suposto ataque com drones a Moscou.
Especialistas e fontes reportam que movimentações de terreno e criação de zonas de amortecimento tendem a complicar o quadro diplomático, e podem influenciar prazos e condições das conversas.
Possíveis implicações para Sumy e Kharkiv
Se implementada, a expansão da zona-tampão poderá alterar linhas de controle, deslocar populações locais e intensificar a militarização da fronteira, com impactos humanitários e estratégicos.
Analistas monitoram a evolução das operações e a resposta ucraniana, enquanto a comunidade internacional observa os efeitos sobre negociações e estabilidade regional.