Putin ordenou expansão da zona-tampão para 2026, Gerasimov diz que tropas russas avançam em Sumy e Kharkiv, e agrupamento Norte se posiciona para novos ataques

Expansão da zona-tampão em 2026, segundo autoridades russas, busca criar margem de segurança nas regiões de Sumy e Kharkiv, e permitir novos movimentos militares

O chefe do Estado-Maior das Forças Armadas da Rússia, Valery Gerasimov, afirmou que as tropas russas estão avançando sobre as defesas ucranianas, e que o presidente Vladimir Putin ordenou a expansão da zona-tampão nas regiões de Sumy e Kharkiv em 2026.

Segundo Gerasimov, o objetivo da expansão é afastar as forças ucranianas da fronteira e posicionar as tropas russas para novos avanços ao longo da linha de fronteira, consolidando uma área de segurança para operações futuras.

A informação foi divulgada por agências de notícias russas e reportada na imprensa internacional, com acompanhamento de imagens de inspeção e testes de mísseis, conforme informação divulgada pelo g1.

O que disse Gerasimov sobre os avanços

Gerasimov relatou que “as tropas russas estão avançando com confiança em território ucraniano, penetrando cada vez mais fundo nas defesas locais“, frase que descreve a avaliação oficial sobre o andamento das operações nas áreas afetadas.

Ele inspecionou o agrupamento chamado de “Norte” e realizou reunião em um posto de comando, em uma demonstração de supervisão direta das ações naquele setor, segundo relatos das agências.

Objetivo militar e atuação do agrupamento Norte

O agrupamento “Norte”, criado no início de 2024, atua no nordeste da Ucrânia com o propósito declarado de estabelecer uma zona de amortecimento ao longo da fronteira nas regiões de Sumy e Kharkiv.

De acordo com as informações disponíveis, a estratégia anunciada inclui a expansão da zona-tampão para 2026, com o fim de afastar unidades ucranianas e permitir que as forças russas se reaparelhem para possíveis novos avanços diretos ao longo da fronteira.

Contexto político e negociações de paz

A declaração ocorre em paralelo a negociações de paz que tiveram envolvimento de intermediários internacionais, e que registraram momentos de tensão após alegações de tentativa de ataque por drones contra a residência do presidente russo em Moscou.

Autoridades russas também divulgaram imagens de testes e inspeção de mísseis hipersônicos, em meio a um cenário em que declarações sobre expansão da zona-tampão são apresentadas como medidas de segurança e posicionamento estratégico.

O que muda no terreno e implicações

Se implementada, a expansão da zona-tampão pode alterar linhas de controle de fato ao longo da fronteira, aumentar a distância entre as posições ucranianas e a fronteira, e criar novas frentes logísticas para ambos os lados.

Analistas apontam que movimentos desse tipo tendem a aumentar a pressão sobre civis das áreas afetadas e a complicar a retomada de acordos locais, enquanto permanecem sujeitas a confirmação independente sobre o avanço das frentes e o alcance real das operações.