quinta-feira, junho 4, 2026

Quanto custa viver no Espírito Santo em 2026: custo de vida no Espírito Santo é maior que a média do Brasil, supermercados, moradia e cuidados pesam no bolso

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Entenda por que o custo de vida no Espírito Santo pressiona o orçamento das famílias, com supermercados, contas e moradia consumindo a maior parte da renda mensal

O custo de vida no Espírito Santo tem impacto direto no dia a dia das famílias, com despesas essenciais ocupando fatia importante do orçamento.

Supermercado, contas recorrentes e moradia concentram a maior parte dos gastos, e muitos capixabas relatam dificuldade para fechar as contas no fim do mês.

Conforme informação divulgada pelo g1.

Supermercado, contas fixas e moradia, os pesos maiores do orçamento

A pesquisa da Serasa mostra que o gasto médio mensal com supermercado no Espírito Santo é de R$ 1.030, contra R$ 930 na média do Brasil, enquanto as contas recorrentes, como água, luz, internet e streaming, ficam em R$ 520 tanto no Estado quanto na média nacional.

As despesas com moradia, que incluem aluguel, condomínio ou financiamento, atingem R$ 1.320 no Espírito Santo, acima da média nacional de R$ 1.100, tornando-se um dos maiores impactos regionais no custo de vida no Espírito Santo.

Transporte, saúde e lazer, variações e comparação com a média nacional

No Espírito Santo, o gasto com transporte é de R$ 350 por mês, igual à média brasileira. Em saúde e atividade física, os capixabas gastam R$ 560, ligeiramente acima da média nacional de R$ 540.

Os gastos com lazer chegam a R$ 400 no Estado, acima da média do país, que é de R$ 340. Em compras em geral, a média nacional é R$ 390, enquanto no Espírito Santo é de R$ 380.

Cuidados pessoais e posicionamento regional, o que chama atenção

No quesito cuidados pessoais, como barbearia, manicure e tratamentos estéticos, o capixaba paga em média R$ 170 por mês, o terceiro valor mais alto do país, atrás apenas do Ceará, com R$ 180 por mês, em média, e empatado com o Distrito Federal e Mato Grosso, ambos com R$ 170 mensais.

Como observa Aline Vieira, especialista da Serasa em educação financeira, “Quando as despesas essenciais ocupam uma fatia tão grande do orçamento, sobra menos espaço para ajustes e imprevistos”. Aline acrescenta ainda que “As variações regionais mostram que o custo de vida está diretamente ligado ao contexto econômico local”.

Impacto nas finanças pessoais e pouca intenção de migrar por economia

A pesquisa revela que 80% das pessoas acham difícil manter as contas em dia, indicando pressão sobre a capacidade de poupança e resistência a choques financeiros.

Mesmo com esse cenário, a mobilidade geográfica não é vista como solução imediata, pois “Apenas um em cada dez entrevistados diz cogitar essa possibilidade em 2026”. Isso sugere que o desafio tende a ser interno, relacionado à reorganização do orçamento, e não necessariamente uma mudança de cidade.

Para quem vive no Espírito Santo, o resultado é claro, o custo de vida no Espírito Santo segue acima da média nacional em itens essenciais, exigindo atenção maior ao planejamento financeiro e à busca por alternativas para reduzir despesas.

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