Quem é João Carlos Mansur, ex-executivo da Reag, investigado na Operação Compliance Zero do Banco Master, apreensões e bloqueio de R$ 5,7 bilhões pela PF
Contexto da segunda fase da investigação da Polícia Federal, alvos ligados a Daniel Vorcaro e Nelson Tanure, apreensão de celular e bloqueio de bens, segundo a PF
João Carlos Mansur é um dos investigados na segunda fase da Operação Compliance Zero, ação que apura um suposto esquema de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master.
Na operação deflagrada pela Polícia Federal, foram cumpridos mandados em diversos estados e foram determinadas medidas de bloqueio e apreensão sobre bens relacionados aos investigados.
Conforme informação divulgada pelo g1
Quem é João Carlos Mansur
João Carlos Mansur é bacharel em ciências contábeis, fundador da Reag Investimentos em 2012 e tem, conforme o perfil público, 35 anos de experiência no mercado financeiro.
Ele atuou como executivo em empresas como PricewaterhouseCoopers, Monsanto, Tishman Speyer e WTorre Arenas, e aparece como conselheiro independente autorizado pela Comissão de Valores Mobiliários para gerir carteiras de investimentos.
No LinkedIn, Mansur diz ter estruturado mais de 200 fundos de investimento, incluindo FII, FIP e FIDC, e ter conduzido outras operações no mercado de capitais.
O que a investigação aponta e as medidas da PF
A Polícia Federal aponta, na segunda fase da Operação Compliance Zero, captação de recursos, aplicação em fundos e desvio para o patrimônio pessoal de Daniel Vorcaro e familiares, segundo as informações divulgadas.
Na ação, a decisão do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, determinou 42 mandados de buscas, além do sequestro e bloqueio de bens e valores que superam R$ 5,7 bilhões, segundo a PF.
Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos bens como carros e relógios de luxo, e também foi apreendido o celular do proprietário do Banco Master, conforme informado.
Os agentes encontraram, até a última atualização, R$ 97,3 mil em dinheiro vivo no curso das diligências, e os mandados foram cumpridos em endereços em São Paulo, Bahia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro.
Antecedentes e renúncia na Reag
Essa não foi a primeira vez que Mansur esteve ligado a investigações de grande repercussão, ele renunciou ao cargo de presidente do conselho de administração da Reag Investimentos em setembro do ano passado.
A renúncia ocorreu após a Reag ter sido alvo de uma megaoperação contra o Primeiro Comando da Capital, investigação da Polícia Federal que apontou irregularidades na produção e distribuição de combustíveis e um esquema bilionário de fraudes e lavagem de dinheiro envolvendo fintechs e fundos de investimentos.
Trajetória profissional e ligações comerciais
Além da atuação em grandes empresas e na estruturação de fundos, Mansur teve ligação com projetos imobiliários que envolveram a Trump Realty Brazil, joint venture que durou entre 2003 e 2006, encerrada sem empreendimentos concluídos.
Por meio da Reag, ele também manteve relação com clubes de futebol e outras operações no mercado, o que amplia o leque de conexões que a investigação pode examinar nas próximas etapas.
As apurações seguem em andamento, com investigações sobre movimentações financeiras, possíveis desvios e a análise dos bens bloqueados pela Justiça, conforme a nota divulgada pela PF e repercutida pelo g1.